
Antigo Religião é Veneno
Acauan, Um Vídeo Sobre Abordar A Vida Após A Morte Na Relatividade.
Autor: Cameron | Categoria: Religiões, Crenças e Mitos | Exibições: 1044 Comentários: 145

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O martelo das bruchas
Sim, talvez não tenha sido tão horrível quanto se diz, mas não podemos ignorar as centenas de milhares de vítimas nestes séculos de sombra, principalmente em Espanha e Portugal.
Também no Brasil colonial ela mostrou sua sórdida influência.
A extinção oficial da Inquisição no Brasil ocorreu em1821 como resultado de mudanças políticas e sociais ocorridas durante o período das Guerras Napoleônicas e o processo de independência do Brasil.
Acauan;c-69705patolino;c-69679Acauan;c-69664patolino;c-69626De resto, tal como na Idade Média, era mais fácil atestar um milagre religioso que aceitar, de Galileu, que era a Terra que girava em torno do Sol e não o contrário. Assim, pela metade do século XIX essa herança de poder havia se tornado cultural.
Este era o ambiente que a DE encontrou.
Correção histórica:
A Inquisição foi mantida entre os séculos XII e XVIII, com períodos e locais da maior ou menor atividade intercalados, sendo que já estava em declínio no Século XVIII com a consolidação do Estado Nação.
O Livro dos Espíritos foi publicado na segunda metade do século XIX, quando o Santo Ofício já não tinha nenhum poder político ou civil.
Como anotação histórica, muito bom.
Observe, o amigo, a expressão: Assim, pela metade do século XIX essa herança de poder havia se tornado cultural.
O primeiro quote não destacou o trecho correto, reproduzido abaixo:patolino;c-69626O problema com a DE, uma crença filosófica com consequências religiosas, é que ela confrontou verdades e dogmas como os do catolicismo, que vigoravam há mais de mil anos e detinha o pavoroso poder do Santo Ofício, com a ameaça das chamas e torturas.
A Inquisição era tão poderosa que punha e dispunha sobre as testas coroadas da Europa com repercussão no resto do mundo civilizado.
Estas afirmações sobre o poder da Inquisição são bem exageradas, mesmo porque muito da imagem que se tem hoje do período foi manipulada por um dos primeiros esquemas de desinformação sistemática registrados, quando fontes que apoiavam a Reforma Protestante deram uma forçada nas cores ao descrever os processos inquisitórios, que já eram bem violentos, sabe-se, mas não tanto quanto diziam na maioria dos casos.
Um exemplo é a opinião geral de que caçar e queimar bruxas era uma das missões prioritárias da Inquisição.
Não era. Há registros de inquisidores julgando e queimando bruxas, até no Brasil, conforme arquivos da Torre do Tombo, em Portugal.
Só que estes casos se caracterizavam como desvios de função do Santo Ofício, uma vez que o julgamento de bruxas era responsabilidade da autoridade civil e não da autoridade eclesiástica.
Numa época em que todo mundo acreditava em bruxaria, bruxas não eram julgadas por exercerem seu ofício, que no geral se limitava a vender poções do amor, amuletos contra mau-olhado ou feitiços para fechar o corpo de soldados, tudo perfeitamente aceitável para a sociedade da época.
Bruxas eram levadas a julgamento quando acusadas formalmente de usar poderes demoníacos para matar alguém, destruir plantações ou rebanhos, trazer a peste e coisas assim, quando então eram acusadas de homicídio, dano de propriedade ou de promover calamidade pública, sendo a acusação fundamentada no que se cria ser os efeitos da bruxaria e não no exercício da bruxaria em si.
No mais, a Inquisição nunca foi tão poderosa a ponto de se poder dizer que " punha e dispunha sobre as testas coroadas da Europa", mesmo porque a mais violenta das Inquisições (assim, no plural), a Espanhola, foi uma ação de Estado subordinada mais aos reis de Espanha que à Santa Sé.
Sim, talvez não tenha sido tão horrível quanto se diz, mas não podemos ignorar as centenas de milhares de vítimas nestes séculos de sombra, principalmente em Espanha e Portugal.
Também no Brasil colonial ela mostrou sua sórdida influência.
A extinção oficial da Inquisição no Brasil ocorreu em1821 como resultado de mudanças políticas e sociais ocorridas durante o período das Guerras Napoleônicas e o processo de independência do Brasil.
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Data da postagem: 26/05/2023, 16:29

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Fernando_Silva
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Em 1484, o papa Inocêncio VIII declarou que a bruxaria era uma heresia e encomendou a dois misóginos
radicais, Heinrich Kramer, reitor da universidade de Colônia, e Jakob Sprenger, monge dominicano e
inquisidor-geral da Alemanha, um manual de caça às bruxas, o "Malleus maleficarum" ("Martelo das
feiticeiras"), publicado em 1486. Apesar de não adotado oficialmente pela Igreja, foi usado durante
250 anos, inclusive pelos protestantes. Este manual repetia e ampliava antigos preconceitos contra
as mulheres, como os de São Tomás de Aquino. Penetrou profundamente no imaginário popular e
sua influência nunca cessou de todo. Ainda no início do século XX (e até recentemente na Suíça),
as mulheres eram proibidas de votar "porque poderiam cismar de votar diferente do marido".
O livro afirma, entre outras coisas, que:
"Quando uma mulher pensa sozinha, ela pensa maldades"
"Elas são mais fracas de espírito e corpo...As mulheres são, intelectualmente, como crianças...As
mulheres têm memória mais fraca e é um vício natural nelas não serem disciplinadas mas obedecerem
a seus próprios impulsos sem noção do que é apropriado".
"A mulher é uma mentirosa por natureza...Ela é uma inimiga insidiosa e secreta".
"Se uma mulher se atreve a curar sem ter estudado, ela é uma bruxa e deve morrer" (quando um homem
curava, era pelo poder de Deus ou dos santos; quando uma mulher curava, era obra do diabo).
"Ninguém causa maior dano à fé católica do que as parteiras" (porque conheciam métodos de parto
sem dor, o que contrariava o mandamento de Deus de que as mulheres deveriam dar à luz com dor; se
não doesse, o diabo estava agindo).
"E convém observar que houve uma falha na formação da primeira mulher, por ter sido ela criada a
partir de uma costela recurva, ou seja, uma costela do peito, cuja curvatura é, por assim dizer, contrária
à retidão do homem. E como, em virtude dessa falha, a mulher é animal imperfeito, sempre decepciona e
mente".
O livro trazia instruções detalhadas sobre métodos de tortura para se obterem confissões, terminando
as vítimas totalmente estraçalhadas (mas com o devido cuidado para que sobrevivessem para serem
queimadas na fogueira, com a língua cortada para que não blasfemassem diante do povo).
Nota:
1. A ICAR não adotou o livro e seus métodos de tortura evitavam derramar sangue. Quando queria se desfazer de um herege ou feiticeira, os entregava à autoridade civil para "julgamento".
2. Não existiu uma coisa chamada "A Inquisição". A perseguição a feiticeiras e hereges não foi constante ao longo dos séculos e variou em seus métodos e rigor conforme a época e lugar, em muitos casos exercida por autoridades locais e não por Roma.
radicais, Heinrich Kramer, reitor da universidade de Colônia, e Jakob Sprenger, monge dominicano e
inquisidor-geral da Alemanha, um manual de caça às bruxas, o "Malleus maleficarum" ("Martelo das
feiticeiras"), publicado em 1486. Apesar de não adotado oficialmente pela Igreja, foi usado durante
250 anos, inclusive pelos protestantes. Este manual repetia e ampliava antigos preconceitos contra
as mulheres, como os de São Tomás de Aquino. Penetrou profundamente no imaginário popular e
sua influência nunca cessou de todo. Ainda no início do século XX (e até recentemente na Suíça),
as mulheres eram proibidas de votar "porque poderiam cismar de votar diferente do marido".
O livro afirma, entre outras coisas, que:
"Quando uma mulher pensa sozinha, ela pensa maldades"
"Elas são mais fracas de espírito e corpo...As mulheres são, intelectualmente, como crianças...As
mulheres têm memória mais fraca e é um vício natural nelas não serem disciplinadas mas obedecerem
a seus próprios impulsos sem noção do que é apropriado".
"A mulher é uma mentirosa por natureza...Ela é uma inimiga insidiosa e secreta".
"Se uma mulher se atreve a curar sem ter estudado, ela é uma bruxa e deve morrer" (quando um homem
curava, era pelo poder de Deus ou dos santos; quando uma mulher curava, era obra do diabo).
"Ninguém causa maior dano à fé católica do que as parteiras" (porque conheciam métodos de parto
sem dor, o que contrariava o mandamento de Deus de que as mulheres deveriam dar à luz com dor; se
não doesse, o diabo estava agindo).
"E convém observar que houve uma falha na formação da primeira mulher, por ter sido ela criada a
partir de uma costela recurva, ou seja, uma costela do peito, cuja curvatura é, por assim dizer, contrária
à retidão do homem. E como, em virtude dessa falha, a mulher é animal imperfeito, sempre decepciona e
mente".
O livro trazia instruções detalhadas sobre métodos de tortura para se obterem confissões, terminando
as vítimas totalmente estraçalhadas (mas com o devido cuidado para que sobrevivessem para serem
queimadas na fogueira, com a língua cortada para que não blasfemassem diante do povo).
Nota:
1. A ICAR não adotou o livro e seus métodos de tortura evitavam derramar sangue. Quando queria se desfazer de um herege ou feiticeira, os entregava à autoridade civil para "julgamento".
2. Não existiu uma coisa chamada "A Inquisição". A perseguição a feiticeiras e hereges não foi constante ao longo dos séculos e variou em seus métodos e rigor conforme a época e lugar, em muitos casos exercida por autoridades locais e não por Roma.
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Data da postagem: 27/05/2023, 08:57

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Frei Nicolau Eymerich, um dominicano espanhol, escreveu em 1376 seu "Manual dos inquisidores"
(Directorium Inquisitorum), revisado em 1578 por outro dominicano, Francisco de la Peña:
"A finalidade mais importante do processo e da condenação à morte não é salvar a alma do condenado,
mas buscar o bem comum e intimidar o povo"
"A suspeita é razão suficiente para punição, a denúncia é prova eloquente, mesmo que venha de
testemunhas sórdidas e indignas"
(Directorium Inquisitorum), revisado em 1578 por outro dominicano, Francisco de la Peña:
"A finalidade mais importante do processo e da condenação à morte não é salvar a alma do condenado,
mas buscar o bem comum e intimidar o povo"
"A suspeita é razão suficiente para punição, a denúncia é prova eloquente, mesmo que venha de
testemunhas sórdidas e indignas"
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Data da postagem: 27/05/2023, 08:58

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Tenho os três volumes da "História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal", de Alexandre Herculano. É uma edição antiga, a 9a., com as capas bem carcomidas.
Eu mesmo encadernei mas conservei as capas antigas no lugar, o que faz do trabalho um luxo na minha biblioteca, para ostentação entre os amigos. rsrsrs
Eu mesmo encadernei mas conservei as capas antigas no lugar, o que faz do trabalho um luxo na minha biblioteca, para ostentação entre os amigos. rsrsrs
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Data da postagem: 27/05/2023, 11:43

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patolino;c-69739Sim, talvez não tenha sido tão horrível quanto se diz, mas não podemos ignorar as centenas de milhares de vítimas nestes séculos de sombra, principalmente em Espanha e Portugal.
Também no Brasil colonial ela mostrou sua sórdida influência.
Como eu disse antes, há muito exagero nos relatos sobre a Inquisição, número de mortos incluso.
Quem fizer uma busca rápida no Google vai encontrar fontes falando em 70 milhões de execuções pelo Santo Ofício, o que é obviamente absurdo, tanto pelos números da população europeia da época quanto pela impossibilidade logística de se matar tanta gente com os recursos de então.
Estes números amalucados no geral vêm de fontes idem, frequentemente dedicadas à propaganda anti-católica.
Porém fontes sérias e reconhecidas também podem ser enganosas.
Não faz muito tempo que historiadores colocaram em dúvida fontes contemporâneas inglesas sobre a Inquisição Espanhola, que forçaram nas cores da descrição tanto por interesses políticos, quanto religiosos, o que na Inglaterra reformada eram a mesma coisa.
Estas fontes sérias frequentemente cometiam o erro metódico de incluir no mesmo saco as execuções formalmente oriundas de processos do Santo Ofício com as mortes decorrentes de rebeliões heréticas (como os Cátaros), guerras religiosas e conflitos decorrentes da Contra Reforma, o que não livra a cara da Igreja Romana, mas que o rigor científico pede que sejam corretamente catalogados.
No mais, os processos do Santo Ofício eram documentados, burocráticos e demorados, o número de Inquisidores autorizados nem era tanto e as distâncias e meios de transporte disponíveis não davam a eles a mobilidade necessária para matar tanta gente, mesmo se quisessem.
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Data da postagem: 28/05/2023, 11:41