Antigo Religião é Veneno
Ateu Maluco 1A
Autor: renato_labaro | Categoria: Ateísmo e Agnosticismo | Exibições: 205 Comentários: 33
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Conversa 1

H - Este será o parágrafo inicial da primeira conversa a ser publicada. Assim está bom?

D - Sim, obrigado. Apresentando-me aos leitores, sou Deus. Este meu filho aceitou escrever um projeto de revelação pública, em forma de conversa, na qual ele tem o direito de perguntar o que quiser, desde que a respeito de assuntos religiosos. Conforme nosso grau de sucesso, este novo ministério apressará a conclusão do juízo final, por minha misericórdia, pelo mérito do meu verbo salvador e a amorosa graça de nosso espírito santo. Pode prosseguir.

H - Também me apresentando, meu nome é Hugo, e ouço uma voz que afirma ser Deus. Ela manifesta personalidade, vontade própria e ultrapassa bastante o que eu atribuiria à imaginação, parecendo mais uma alucinação bem forte. Como não sou espírita, não uso drogas e nem bebo muito, deverei buscar auxílio médico, caso o sintoma persista. É peculiar que a voz entende o que eu falo, mas apenas responde ao que escrevo. Ela afirmou que discutiria religião comigo (aproveitando para fazer suas revelações), desde que por escrito e aceitando algumas regras, como, não usar baixo calão, nada omitir de suas falas e não corrigir qualquer parágrafo depois de já ter começado a escrever o parágrafo seguinte. Como sou ateu militante, achei difícil dispensar a diversão. De modo que vossa divina onipotência pode prosseguir.

D - Obrigado. Pode iniciar as perguntas.

H - Mais um detalhe, a voz não exigiu, mas solicitou, que eu use maiúscula na palavra deus, quando eu considerá-la um nome próprio, pois, as revelações são principalmente dirigidas aos leitores que já têm fé religiosa. Vou iniciar com uma pergunta que já havia feito, e que a voz não respondeu, mas afirmando que o faria, se fosse para publicar. A pergunta é: para que eu fui criado, ou, para que eu existo?

D - Você existe para decidir o que você é.

H - Interessante, mas, esta resposta deve ser mesmo para os seus leitores encantados - não para mim. Entretanto, é curioso: você me criou, e sou eu quem tem que decidir o que sou?

D - Sim.

H - Mas, se você me criou, você deve saber o que sou!

D - Sim: você é a liberdade de ser!

H - Ora, por acaso esta resposta tem florezinhas em torno? Não acha que mais parece carolice simplória, do que ao menos alguma hipótese plausível?

D - Pode parecer qualquer das duas, mas não é nenhuma. Você é de fato a criatura mais livre que existe neste universo, mais até que os anjos, capaz de decidir, ser e fazer tudo o que bem quiser.

H - Hm... Então, por exemplo, se eu quiser virar um peixinho: eu apenas peço, você pisca, e pronto - já posso mergulhar no aquário!

D - Não precisaria pedir e, se acha necessário, você mesmo teria que piscar. É você quem é livre para fazer e ser o que quiser.

H - Bem, se espera que eu pisque especificamente para testar se viro peixe - não sou tão ingênuo (nem idiota). Se o fizesse, eu estaria concedendo crédito a um absurdo e, provavelmente, ainda agravando este meu surto psicótico. Entretanto, tenho certeza de que nada aconteceria, se eu piscasse.

D - Sim - neste caso, nada aconteceria.

H - Não aconteceria: por eu não acreditar, ou, por eu estar psicótico?

D - Tanto num caso, como no outro. Poderíamos analisar as exclusões mútuas com auxílio de uma tabela-verdade.

H - Não... prefiro discutir a sua própria exclusão - o que mata os dois coelhos de uma vez!

D - Como preferir.

H - Você disse que seria eu quem teria que piscar, porque sou eu quem é livre. Está implicando que você não é livre? Se você é Deus, deveria ser a liberdade em pessoa...

D - Sim, eu sou a liberdade absoluta e em pessoa, mas, a perfeição desta mesma liberdade completa-se em você. Você culmina a perfeição da liberdade absoluta.

H - Não é pouca coisa não... Mas, claro que não está se referindo a mim pessoalmente, e sim a toda a espécie humana, certo?

D - As duas coisas. Você é Adão e Eva, de modo que, tanto me refiro a você, quanto a toda a humanidade.

H - Meu deus... Até que você já estava ao menos coerente! Seria interessante manter alguma racionalidade básica! Mas agora vai apelar para esta historinha de Adão e Eva, e ainda afirmar que sou eu? Já estamos no finalzinho do século vinte, meu! Você não disse que este seu ministério é novo?

D - Já deveria lhe parecer novo. De qualquer modo, esta questão fica a meu critério, naturalmente. E, no meu parágrafo anterior, você corrigiu "Adão" para "Adão e Eva", quando já estava escrevendo o parágrafo seguinte...

H - De fato. Eu corrigi para não omitir nada (como combinado), e você realmente disse Adão e Eva, apesar de eu ser homem. Errei por capricho indevido quando escrevi apenas Adão.

D - Sim, errou, mas eu poderia tê-lo corrigido se achasse importante. Lembre-se de que não há pressa em redigir o que digo e em responder. Pode rascunhar em outra folha, se quiser. Mas, por favor, não passe para o próximo parágrafo sem estar determinado a manter o que escreveu, mesmo que descubra ter errado. Você também pode reportar-se e retificar qualquer erro, ou omissão, nos parágrafos seguintes.

H - Realmente acho isto bem estranho... Mas, por mim tudo bem - ainda mais sendo sobre esta lenda tão importante, de Adão e Eva...

D - Sim, é importante, mas, não é lenda. Se quer saber a respeito, pergunte.

H - Não, obrigado. Prefiro algo mais pensável, como esta questão da liberdade... Então, se você não me criasse, você não seria perfeitamente livre?

D - Exato. Mais especificamente, eu não seria livre para renunciar à minha própria liberdade.

H - Bomba! Deus renuncia à sua própria liberdade! Ora, mas, por que você iria querer ficar sem sua liberdade?

D - Porque a imperfeição é indispensável como um de meus infinitos modos de ser perfeitamente livre.

H - Hm, ou seja: sendo infinito, você também tem que ser capaz de ser finito...

D - Certo. E sendo esta apenas uma entre minhas infinitas versatilidades.

H - Mas, isto seria como alguém querer liberdade para ser escravo... É uma contradição.

D - Você intuiu bem, mas, passaria a ser contradição apenas após haver a experiência da escravidão - a qual de fato caracteriza uma necessidade experimental e específica desta criação. Em outras criações, não possibilitei este tipo de liberdade.

H - Ora... então foi justamente o ser humano, que aqui represento, o escolhido como cobaia para este seu especial experimento de escravidão?

D - Sim, meu filho - tenho orgulho de você.

H - Se foi piada, achei de péssimo gosto! Não poderia você mesmo se escravizar, sem envolver quem nada tem a haver com suas ambições esquisitas?

D - Temos muito a haver, reciprocamente. Eu sou a sua vida. Eu vivo - em você - a experiência da liberdade total. E você vive - em mim - a consequente experiência do poder total, podendo ser e fazer o que bem quiser. Você é o coroamento de minha liberdade - minha obra prima, perfeita e completa.

H - Puxa! Então, esta sua esplêndida obra prima é justamente uma criatura capaz de ser escrava e sofrer todo o mal que a escravidão implica?

D - Sim, isto mesmo.

H - Que maravilha! Muito obrigado! E você fica sentado aí, no seu trono de ouro, só assistindo a carnificina!

D - Mas, eu amo você!

H - Outra piada? Não gostei nada!

D - De fato, é uma piada famosa...

H - Não conheço, e acho absurda e reprovável. Ou, o seu aclamado amor pela humanidade é, mesmo, somente uma piada absurda, tal como parece?

D - Do ponto de vista descrente, claro que parece absurdo. Mas, é um absurdo importante, que faz parte da própria experiência do sofrimento.

H - Genial! Isto justifica o absurdo do sofrimento, pois o sofrimento tem, mesmo, que ser absurdo! Só mesmo sendo algum deus, para conceber algo assim, tão sofisticadamente desumano! Aliás, havíamos combinado alguma coisa sobre eu não poder ser sarcástico? Porque isto não parece merecer outra coisa!

D - Nossa conversa continua sendo informal, tanto quanto queira - ao que já venho correspondendo e assim continuarei. Mas, manifestações de cinismo e ceticismo são naturais em quem quer entender estas questões, até com boa vontade, mas, deparando-se com obstáculos quase intransponíveis.

H - Pois é! Não deveriam haver estes obstáculos, não acha?

D - Acho, mas, para experimentar a liberdade, você mesmo os criou; ingenuamente, claro.

H - Eu? Não lembro de nada disto!

D - Naturalmente, não lembra. Em conjunto, estes obstáculos são ilusões, ou expectativas enganosas, criadas exatamente pelo esquecimento dos fatos da vida. Você os esqueceu.

H - Que fatos?

D - Os fatos da história espiritual da vida.

H - Como se eu já tivesse notícia desta história...

D - E tem. É a história já conhecida ainda melhor por ateus militantes do que por religiosos, sobre a origem e situação espiritual do ser humano: o Éden, o pecado original, a queda do homem, etc. Caso não conheça bem, basta ler a gênese, ou perguntar a quem sabe: um padre, um pastor, um teólogo... Isto é conhecimento primário - o abc da religião.

H - Ah, novamente... Entendi. Bem, eu nem perguntaria mesmo a nenhum deles, porque, seria como pedir para uma criança crente esclarecer minhas dúvidas sobre o Papai Noel, e ela responder-me com suas fantasias!

D - Bem, se mesmo assim você ainda tiver interesse, claro que pode me perguntar. Porém, eu responderia basicamente o mesmo que algum teólogo - de modo que você também julgaria ser fantasioso.

H - Na verdade não acho que a maioria dos teólogos acredite nesta baboseira. Eles dirão que trata-se de um mito, uma simbologia cosmogônica, uma alegoria moral, ou algo assim. O problema é que eles deixam as ovelhinhas acreditarem em tudo literalmente - por que será, não?

D - Na verdade mesmo, é entre as ovelhas que esta crença é proporcionalmente minoritária. Sugiro que aproveite para perguntar a eles sobre isto, também.

H - Não entendi se está insinuando que devemos encerrar nossa conversa para eu consultar algum sacerdote - e assim não perdermos tempo com questões básicas... De qualquer modo, não vou fazer isto, e realmente pouco me importo, já que você não passa de uma voz na minha cabeça.

D - Como disse, eu mesmo posso responder a estas questões, pois realmente são muito importantes. Mas se, de qualquer modo você continua conversando comigo, é meu dever responder que eu sou Deus, e não uma voz na sua cabeça.

H - Ah, não? Mas, eu estou ouvindo você na minha cabeça! Se negar, vai confirmar a triste realidade de meu delírio solitário, e que você nem existe!

D - Eu existo. Agora, a voz, ou o delírio, são por sua conta.

H - O quê... Mas, você não está falando comigo?

D - Não.

H - Mas, eu estou ouvindo...

D - É evidente que deve estar, tanto por afirmar que ouve, como porque você consegue escrever o que eu comunico, ou transmito, espiritualmente. Claro que escreve com seu próprio estilo e vocabulário, mas, chega a riscar e corrigir o que escreveu, como se me ouvisse repetir. Está indo muito bem!

H - Quer dizer que você escolheu transmitir para mim, porque eu posso ouvir o que diz e passar para o papel, mesmo sem você estar falando?

D - Sim, e mesmo sendo um agnóstico descrente.

H - Inacreditável! Mas, e mentalmente - você não está usando palavras? Elas são apenas minhas?

D - Como eu sou espírito puro, minha transmissão não é física, nem mental, e sim puramente espiritual - de modo que você com ela comunga apenas espiritualmente. Em seguida a interpreta mentalmente e depois expressa literalmente. Sendo assim, apenas procuro adaptar-me às suas limitações pessoais e culturais, incluindo a simples inexistência de terminologia adequada.

H - Mas, e pelo meu lado? Eu o estou ouvindo fisicamente?

D - Como está ouvindo mesmo sem ser espiritualmente muito capacitado, então deve estar ouvindo mentalmente, e cerebralmente.

H - Não pela audição?

D - Pelo menos, acusticamente não. Não posso entrar em sua experiência, mas, acho que você me ouve como se ouvisse seus próprios pensamentos, porém alto e claro. Convém esclarecer que eu transmito espiritualmente, desta mesma maneira, amorosa e constantemente, para cada um de meus filhos e filhas nesta terra perdida, pois manifesto-me permanentemente como o espírito santo querido de seus corações. Porém, como com você, cada um me percebe apenas conforme sua vontade, capacidade, e receptividade.

H - Ainda que fosse, não acho que outros conseguiriam ouvir você na cabeça, como eu.

D - É verdade - assim como provavelmente não precisariam ficar escrevendo para poderem comunicar-se comigo. É o exercício sincero da fé, como o amor a Deus, a oração, e o perdão, o que mais desenvolve este poder de comunicação espiritual, mas ainda assim, dependendo de quanto e como a mente aceita minha presença.

H - Entendi. Ou seja, se não passam a ouvir vozes, podem ter visões, revelações, encontrar sinais, etc. Pois eu acho tudo isto uma alienação! Acho que ficar orando, ou rezando, serve apenas para condicionar o cérebro, e a pessoa acaba sentindo o que estava, mesmo, pretendendo sentir.

D - Claro que não apenas, mas, sim, naturalmente. O condicionamento do sistema nervoso também é importante na religião, assim como é em outras áreas que envolvam treinamento, como na maioria dos ofícios e artes. É preciso pretender que as requeridas habilidades desenvolvam-se, e que sejam úteis.

H - Bem, se está sugerindo que eu, como escritor, treinei para ouvir meus pensamentos pelo exercício de escrever, então, o fato de eu conseguir ouvir você, apenas por escrever nosso diálogo, pode ser apenas minha imaginação, ainda que louca.

D - De fato, tem sido apenas escrevendo que sua vontade abre-se à comunhão comigo. Mas, não posso negar que a hipótese da imaginação, vinda de você, é ao menos honestamente válida.

H - Bom, até agradeço o reconhecimento, mas, que relevância tem isto? Tenho um meio-parente doidinho que bate papo com o seu próprio carro, seja de fora, ou enquanto está dirigindo, e até comigo dentro...

D - Ele acha que o carro dele é vivo e inteligente... No fundo acha estranho, mas acostumou-se, de modo que às vezes ele me ouve também, mas, com a voz do carro.

H - Registro que fiquei me acabando de rir por uns dois minutos. Então, somos três loucos - mesmo que você exista! Não vê que deve agravar a loucura dele deixá-lo pensar que você é o carro?

D - Pois é como já mencionei: não sou eu quem escolhe como é entendido o que inspiro, mesmo que seja entendido como ilusão. Se um filho meu, ou filha, faz qualquer contato comigo, isto tem prioridade. Se me conceder apenas um segundo, ainda que distorcido, farei dele o máximo permissível. Além disto, o louco tem os mesmos direitos espirituais que o santo, apesar de que, obviamente, este me distingue e entende com muito maior fidelidade.

H - No meu caso, eu - entendo você com fidelidade?

D - Sim, o suficiente para cooperarmos numa boa obra. Convém relatar que há algum tempo você começou a escrever um diálogo fictício comigo, quando evidenciou realmente entender e conversar comigo, por este meio. E como você, mesmo desconfiando e desafiando - continua aceitando e escrevendo - então eu continuo revelando. Até aonde vamos, você decidirá.

H - É verdade, eu decidirei. E quero frisar bem que, racionalmente, continuo julgando esta conversa como pura ficção, talvez com algum potencial de sucesso! Agora: ter um personagem fictício falando alto e afirmando ser algum espírito - é isto o que começa a decolar da realidade, e até da própria ficção!

D - Deve estar se referindo ao seu conceito pessoal de realidade, o qual, evidentemente, é materialista.

H - Pois então: um materialista estranhamente ouvindo algum deus, que certamente vai ficar apenas falando, sem provar coisa alguma... O que você acha que devo concluir? Tem que ser alguma psicose! E, assim sendo, que valor terá esta conversa doida, em que discuto comigo mesmo?

***
(continua em Ateu Maluco 1B)
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H - Hm... Então, por exemplo, se eu quiser virar um peixinho: eu apenas peço, você pisca, e pronto - já posso mergulhar no aquário!


só piscamos por que deus assim o quis, podemos piscar voluntaria e involuntariamente e tambem podemos nos transformar em peixe eis a prova:
https://www.youtube.com/watch?v=japZkTireis

eu gosto desses peixões que ainda usam calcinhas!
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eu gosto desses peixões que ainda usam calcinhas!

Me pegou nessa! Eu fiquei crente de que haveria algum sexo... kkk
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D - Tanto num caso, como no outro. Poderíamos analisar as exclusões mútuas com auxílio de uma tabela-verdade.

poderíamos também analisar as inclusões mútuas com auxílio de uma tabela-da-mentira partindo do resultado direto indo ao inicio das questões.
afinal de contas o fim pode ser também o começo dependendo do sentido escolhido.

D - Sim, eu sou a liberdade absoluta e em pessoa, mas, a perfeição desta mesma liberdade completa-se em você. Você culmina a perfeição da liberdade absoluta.

Deveras interessante:
não sei se a intenção foi apenas satirizar mas, as vezes malucos acabam profetizando verdades sobre o desconhecido deus.

H - Não, obrigado. Prefiro algo mais pensável, como esta questão da liberdade... Então, se você não me criasse, você não seria perfeitamente livre?
H - Hm, ou seja: sendo infinito, você também tem que ser capaz de ser finito...
D - Certo. E sendo esta apenas uma entre minhas infinitas versatilidades.

Deus no absoluto é livre só porque dentro dele ha liberdade de outros seres

H - Mas, isto seria como alguém querer liberdade para ser escravo... É uma contradição.
H - Ora... então foi justamente o ser humano, que aqui represento, o escolhido como cobaia para este seu especial experimento de escravidão?
D - Sim, meu filho - tenho orgulho de você.
H - Se foi piada, achei de péssimo gosto! Não poderia você mesmo se escravizar, sem envolver quem nada tem a haver com suas ambições esquisitas?
D - Temos muito a haver, reciprocamente. Eu sou a sua vida. Eu vivo - em você - a experiência da liberdade total. E você vive - em mim - a consequente experiência do poder total, podendo ser e fazer o que bem quiser. Você é o coroamento de minha liberdade - minha obra prima, perfeita e completa.
H - Puxa! Então, esta sua esplêndida obra prima é justamente uma criatura capaz de ser escrava e sofrer todo o mal que a escravidão implica?
D - Sim, isto mesmo.
H - Que maravilha! Muito obrigado! E você fica sentado aí, no seu trono de ouro, só assistindo a carnificina!
D - Mas, eu amo você!

Santa burrice, ateu! se deus diz que vive no ser humano logo esta sujeito as nossas alegrias e tristezas, separação é coisa de mentes limitadas a ilusões dos sentidos debilitados.


H - Genial! Isto justifica o absurdo do sofrimento, pois o sofrimento tem, mesmo, que ser absurdo! Só mesmo sendo algum deus, para conceber algo assim, tão sofisticadamente desumano!

lembre-se que deus tambem participa do seu sofrimento pois ironicamente ele também é voce Ateu!

H - Pois é! Não deveriam haver estes obstáculos, não acha?

"que venham obstáculos porque neste mundo eles ainda são necessários, mas tenhão bom animo porque eu venci o mundo!"
alguns obstáculo são criados pela natureza mecânica outros pela natureza do nosso caráter esses são os maiores e mais dificies de serem vencidos.
uma reta não é capaz de mudar nosso nivel somente degraus de escadas

D - Acho, mas, para experimentar a liberdade, você mesmo os criou; ingenuamente, claro.

H - Eu? Não lembro de nada disto!

D - Naturalmente, não lembra. Em conjunto, estes obstáculos são ilusões, ou expectativas enganosas, criadas exatamente pelo esquecimento dos fatos da vida. Você os esqueceu.
H - Que fatos?
D - Os fatos da história espiritual da vida.
H - Como se eu já tivesse notícia desta história...
D - E tem. É a história já conhecida ainda melhor por ateus militantes do que por religiosos, sobre a origem e situação espiritual do ser humano: o Éden, o pecado original, a queda do homem, etc. Caso não conheça bem, basta ler a gênese, ou perguntar a quem sabe: um padre, um pastor, um teólogo... Isto é conhecimento primário - o abc da religião.


de fato a moral da historia de adão ter desobedecido a deus representa a criação da liberdade e por consequência da necessidades
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Oi CRIATURO, obrigado pelos comentários.


poderíamos também analisar as inclusões mútuas com auxílio de uma tabela-da-mentira partindo do resultado direto indo ao inicio das questões.
afinal de contas o fim pode ser também o começo dependendo do sentido escolhido.

Aqui não deu para avaliar se você está brincando.

Deveras interessante:
não sei se a intenção foi apenas satirizar mas, as vezes malucos acabam profetizando verdades sobre o desconhecido deus.

Sim, mas, não foi sátira. É depreendido de (segundo o catolicismo) o homem ser a culminância da criação.

Deus no absoluto é livre só porque dentro dele ha liberdade de outros seres

Nesta ficcional revelação o absoluto não seria livre para ser relativo sem providenciar isto.

Santa burrice, ateu! se deus diz que vive no ser humano logo esta sujeito as nossas alegrias e tristezas, separação é coisa de mentes limitadas a ilusões dos sentidos debilitados.

Deus afirma que o objetivo foi exatamente ser capaz de sofrer através da liberdade que concedeu ao homem.

lembre-se que deus tambem participa do seu sofrimento pois ironicamente ele também é voce Ateu!

Sim, isto é o que o próprio Deus afirma.

"que venham obstáculos porque neste mundo eles ainda são necessários, mas tenhão bom animo porque eu venci o mundo!"
alguns obstáculo são criados pela natureza mecânica outros pela natureza do nosso caráter esses são os maiores e mais dificies de serem vencidos.
uma reta não é capaz de mudar nosso nivel somente degraus de escadas

Aqui Deus se refere aos obstáculos ao conhecimento da verdade, criados pelo próprio homem ao esquecê-la.

de fato a moral da historia de adão ter desobedecido a deus representa a criação da liberdade e por consequência da necessidades

Segundo o catolicismo, para isto que disse acontecer, Adão teria que criar em si uma liberdade que seu próprio criador não lhe teria dado.

Agora vejo que o fato de eu ter esperado que este fórum fosse basicamente ateu pode me colocar em dificuldade para interpretar comentários que me parecerem indefinidos quanto a serem ateus ou teístas (de algum tipo).
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renato_labaro;c-59490

Agora vejo que o fato de eu ter esperado que este fórum fosse basicamente ateu pode me colocar em dificuldade para interpretar comentários que me parecerem indefinidos quanto a serem ateus ou teístas (de algum tipo).



Aqui temos ateus agnósticos, teístas e católicos.
Temos também gente que acredita em religiões ridículas como espiritismo e socialismo democrático.
E temos o Criaturo que costuma acreditar sempre na primeira coisa que lhe vem à cabeça.
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Aqui temos ateus agnósticos, teístas e católicos.
Temos também gente que acredita em religiões ridículas como espiritismo e socialismo democrático.
E temos o Criaturo que costuma acreditar sempre na primeira coisa que lhe vem à cabeça.

Obrigado. Espero conseguir honrar esta exuberante variedade de crentes.
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renato_labaro;d-1947D - Pode parecer qualquer das duas, mas não é nenhuma. Você é de fato a criatura mais livre que existe neste universo, mais até que os anjos, capaz de decidir, ser e fazer tudo o que bem quiser.

Somos livres para fazermos o que quisermos, mas, se não fizermos o que Deus mandou, ele vai nos torturar para sempre no inferno.

É a mesma liberdade que nos dá um bandido que nos encosta uma arma na cabeça: temos a opção de não obedecer e levar um tiro.
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renato_labaro;c-59490Oi CRIATURO, obrigado pelos comentários.

independente de crenças e descrenças questionamentos inteligentes sempre levam a reflexões interessantes, pra mim é um prazer!
Criaturo
poderíamos também analisar as inclusões mútuas com auxílio de uma tabela-da-mentira partindo do resultado direto indo ao inicio das questões.
afinal de contas o fim pode ser também o começo dependendo do sentido escolhido.

Renato
Aqui não deu para avaliar se você está brincando.

tive a mesma impressão do ateu por isso comecei brincando e acabei falando sério , pois de fato podemos tentar entender o resultado voltando ao inicio, tipo uma criança desmontando maquinas, médicos estudando cadáver , ou contrario especulando o inicio até alcançar o resultado, que muitas vezes chega pelo acaso ateu ou pela intuição dos crentes.
- "criações humanas": partimos da associações básicas atômicas até podermos alcançar o resultado pré ordenado pela nossa imaginação.
- Realidade divina pré ordenada, podemos dissocia-la até chegarmos a simplicidade básica atômica
- da relatividade dois seres olhando por um mesmo cone em sentidos contrários podem ter um percepção contraria da realidade, um dirá que a realidade trata-se de uma forma convergente, o outro de uma forma divergente.
interessante que o convergente enxergara todo mundo pequeno, e o outro grande, mas não conseguirão notar tal diferença por falta de comparação, ou seja não ha relatividade dentro do Todo Deus, NEM SEPARAÇÃO, NEM LIBERDADE apenas ILUSÕES de sentidos limitados.

Renato
Sim, mas, não foi sátira. É depreendido de (segundo o catolicismo) o homem ser a culminância da criação.

sim e judeus serem o povo escolhido por deus, trata-se de pura vaidade

RenatoNesta ficcional revelação o absoluto não seria livre para ser relativo sem providenciar isto.

Se dentro de deus não houvessem seres inteligentes não haveria relativismos, nem ilusões de liberdade, de individualidades.
Renato
Deus afirma que o objetivo foi exatamente ser capaz de sofrer através da liberdade que concedeu ao homem.

se entendi bem o ateu diz que deus é um sacana sentando no paraíso curtindo o sofrimento humano muito de longe do "tipo eu sinto muito por voce"....sente por mim P...nenhuma !..............kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Renato
Aqui Deus se refere aos obstáculos ao conhecimento da verdade, criados pelo próprio homem ao esquecê-la.

entendi como uma critica ateísta ao sofrimento justificado pelo pecado original

de fato a moral da historia de adão ter desobedecido a deus representa a criação da liberdade e por consequência da necessidades
Renato
Segundo o catolicismo, para isto que disse acontecer, Adão teria que criar em si uma liberdade que seu próprio criador não lhe teria dado.

liberdade é um conceito relativo, logo INEXISTENTE no deus absoluto, por que diferenças só podem ser vistas em partes .
Complicado, não ?
voltando ao conceito dos sentidos só o homem pode ver deus em partes,mas deus se vê no absoluto.
o homem se vê separado de deus, deus se vê único.
o homem que se vê livre, deduz que deus também seja, porem liberdade é apenas um conceito ilusório humano.
moral da história quando vivemos de ilusões elas passam a ser reais para nós enquanto sonhamos.
liberdade e "punição" são excludentes,mas na verdade toda ação esta ATRELADA a uma reação, por isso afirmo que liberdade de ação é uma ilusão humana!
O QUE PENSA SOBRE ISSO?
Renato
Agora vejo que o fato de eu ter esperado que este fórum fosse basicamente ateu pode me colocar em dificuldade para interpretar comentários que me parecerem indefinidos quanto a serem ateus ou teístas (de algum tipo).

Tai a graça da coisa , ser imparcial!
Sem partidarismo religioso fanático ou de convicção pessoal.
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Data da postagem: 15/03/2022, 13:03
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Olá Fernando_Silva! Obrigado pelo comentário!
Fernando_Silva;c-59507
renato_labaro;d-1947D - Pode parecer qualquer das duas, mas não é nenhuma. Você é de fato a criatura mais livre que existe neste universo, mais até que os anjos, capaz de decidir, ser e fazer tudo o que bem quiser.

Somos livres para fazermos o que quisermos, mas, se não fizermos o que Deus mandou, ele vai nos torturar para sempre no inferno.

No cristianismo em geral, quem tortura os pecadores no inferno, são os demônios.

É a mesma liberdade que nos dá um bandido que nos encosta uma arma na cabeça: temos a opção de não obedecer e levar um tiro.

Esta comparação estaria correta em sentido contrário: você mesmo apontando a arma para si e Deus ordenando que não faça isso, senão você vai morrer. Algo assim...
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Data da postagem: 15/03/2022, 14:18