
Antigo Religião é Veneno
O Politicamente Correto Ditando Regras Para a Arte.
Autor: Percival | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 10955 Comentários: 879

Apelido:
Percival
Papel:
Usuário
Registrado em:
12/09/2012, 04:40
Comentários: 19233
Tópicos criados: 638
País:
Roy Thomas, um dos criadores do Iron Fist, super-herói da Marvel que acabou de ganhar uma série homônima na Netflix, soltou o verbo numa entrevista para o site Inverse sobre os gritos de “whitewashing” envolvendo o seu personagem, criado em 1974. Ele admite que o personagem é fruto de outra época, mas que não tem vergonha da sua criação.
“Ele era um personagem para uma revista em quadrinhos de outra época. É muito fácil analisar tudo posteriormente. Você pode falar sobre Tarzan, você pode dizer que todo personagem de antigamente não é considerado politicamente correto pelos padrões de hoje. Okay, você pode então fazer ajustes. Se eles quisessem matar o Iron Fist e substitui-lo por um que não é caucasiano, isso não me incomodaria, mas eu também não tenho vergonha por ter feito um que é. Ele não foi feito pra representar nenhuma raça, ele é só um homem doutrinado para fazer certa coisa.”
O personagem Iron Fist é um praticante de artes marciais, cuja estética envolve termos e técnicas asiáticas. Logicamente, para a galerinha, o fato de seu alter ego se chamar Danny Rand e ser branco é ‘problemático’ (inclusive, por pouco a Marvel não escalou um ator asiático para o papel por causa disso). Sobre os justiceiros sociais que vociferam indignação com tudo, o roteirista demonstrou impaciência:
“Eu tento não pensar muito sobre isso. Eu tenho pouquíssima paciência pros sentimentos de certas pessoas. Quer dizer, eu entendo de onde isso vem. Você sabe, ‘apropriação cultural’, meu Deus. É só uma história de aventura. Esse povo não tem nada melhor pra fazer a não ser se preocuparem com o fato do Iron Fist não ser ‘oriental’ ou seja lá qual é a palavra? Eu sei que oriental não é a palavra do momento.”
E deixou um conselho:
“Eles possuem uma capacidade infinita para ficarem indignados moralmente. E, no geral, isso tende a ser canalizado da forma errada, por que se você fica chateado com coisas que são só histórias, e não gosta delas, ao invés de querer mudar o trabalho dos outros, vá lá e crie o seu próprio personagem e faça um bom trabalho. Tudo bem. Mas por que perder tempo tentando manchar os personagens de outra pessoa só por que eles não foram baseados nos seus padrões?”
A fala de Roy explicita a reação de criadores, principalmente os mais velhos, acostumados a não terem de lidar com a pressão ideológica do politicamente correto, quando terceiros chegam querendo ditar as regras da sua arte. E demonstra os desafios que envolvem o processo criativo nos dias de hoje, onde a vontade do criador pode ser derrubada devido ao medo da empresa de confrontar os indignados profissionais.
http://lolygon.moe/2017/03/co-criador-de-iron-fist-manda-a-real-sobre-polemica-de-whitewashing/
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 23/03/2017, 07:00

Apelido:
Botanico
Papel:
Usuário
Registrado em:
25/10/2005, 22:15
Comentários: 5593
Tópicos criados: 4
País:
Não dá para repor aqui aquele caso da Marvel que, em nome do politicamente correto, fez Thor, o Deus do Trovão, virar mulher, ou seja agora é a Deusa da Trovoada...
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 23/03/2017, 15:50

Apelido:
Percival
Papel:
Usuário
Registrado em:
12/09/2012, 04:40
Comentários: 19233
Tópicos criados: 638
País:
Botânico;8414Não dá para repor aqui aquele caso da Marvel que, em nome do politicamente correto, fez Thor, o Deus do Trovão, virar mulher, ou seja agora é a Deusa da Trovoada...
E tomou no rabo @Botânico tanto que esse ano estão tentando reverter o quadro de prejuízo que tomaram em 2016.
Depois de tantos personagens panfletagem de minorias, agora eles tão vendo que não dá certo. Não é porque o público é machista/racista/homofóbico. É porque as histórias eram ruins: eram panfletagem da cartilha dos justiceiros sociais.
O irônico é que: onde estavam essas pessoas que reclamavam que queriam um Thor mulher e um Homem de Gelo Gay na hora que essas publicações foram lançadas? Não deram um tostão.
É muito fácil chegar e reclamar de uma indústria que cria um tipo de história pra um público, exigir que mude pela vontade de uma minoria e eu não consumir.
Como bem explica esse link:
http://contraditorium.com/2017/02/10/militar-e-preciso-mas-tirar-escorpiao-bolso-tambem-ajuda-floquinho/
É esse câncer em todas as mídias.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 23/03/2017, 16:10

Apelido:
Botanico
Papel:
Usuário
Registrado em:
25/10/2005, 22:15
Comentários: 5593
Tópicos criados: 4
País:
Tiveram de aprender da pior maneira. Queriam uma Thor mulher? Fácil, pegassem a Hilde, a filha da caçula do bolão, e fizessem dela uma deusa da trovoada. Nos tempos em que li gibis da Marvel, essa menina era a líder dos seus irmãos. Já tinham meio caminho andado. Só faltava fazê-la crescer um pouco e aí o Odin fazer mais uma deusa para controlar a chuva. A bem da verdade não sei se esse Thor mulher foi o mesmo Thor homem que se descobriu transgênico (ops! Transgênero)...
Pelo menos neste ponto, o Maurício de Souza está segurando as pontas: não vai ter gay, nem lésbica, nem traveco, e nem nada que melindre a turma conservadora. Essa aí é a grande maioria e a minoria militante não compra aquilo que querem obrigar produzir.
Bem, dizem que lá na Bela e a Fera tem algum personagem gay, mas pelo jeito ele é tão sutil que o filme está vendendo bem. Se a história é boa, até dá para se engolir algum sapo. Mas se é ruim, nem agradando a militância do politicamente correto se consegue salvação.
Pelo menos neste ponto, o Maurício de Souza está segurando as pontas: não vai ter gay, nem lésbica, nem traveco, e nem nada que melindre a turma conservadora. Essa aí é a grande maioria e a minoria militante não compra aquilo que querem obrigar produzir.
Bem, dizem que lá na Bela e a Fera tem algum personagem gay, mas pelo jeito ele é tão sutil que o filme está vendendo bem. Se a história é boa, até dá para se engolir algum sapo. Mas se é ruim, nem agradando a militância do politicamente correto se consegue salvação.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 24/03/2017, 08:54

Apelido:
Percival
Papel:
Usuário
Registrado em:
12/09/2012, 04:40
Comentários: 19233
Tópicos criados: 638
País:
A Bela e a Fera deu certo porque, além de ser um filme bom, não fazia panfletagem. As Canhões de Fantasmas também não é de todo mal (dizem), o que matou foi a panfletagem que fizeram de filme inclusivo.
No panorama atual, grande parte do que foi lançado era genérico e descaracterizava o personagem ou o universo dele. A rejeição do público foi previsível, porque ninguém quer panfletagem ou crítica social foda - o que querem são boas histórias, independente do que se trata.
No panorama atual, grande parte do que foi lançado era genérico e descaracterizava o personagem ou o universo dele. A rejeição do público foi previsível, porque ninguém quer panfletagem ou crítica social foda - o que querem são boas histórias, independente do que se trata.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 24/03/2017, 09:00
Apelido:
NadaSei
Papel:
Usuário
Registrado em:
27/12/2006, 19:43
Comentários: 7739
Tópicos criados: 250
País:
Tiveram de aprender da pior maneira. Queriam uma Thor mulher?
Nem sei a razão de reclamar, eles já tinham uma princesa lesbica:

0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 25/03/2017, 00:29

Apelido:
Botanico
Papel:
Usuário
Registrado em:
25/10/2005, 22:15
Comentários: 5593
Tópicos criados: 4
País:
Ah! Sim... Mas esta já foi feita assim. Agora fazer um homem virar mulher só para agradar às feministas... Veja que elas não gostaram da Mulher Maravilha.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 25/03/2017, 07:34

Apelido:
Percival
Papel:
Usuário
Registrado em:
12/09/2012, 04:40
Comentários: 19233
Tópicos criados: 638
País:
O mais irônico foi essa semana. Tava o pessoal celebrando pela ranger amarela do filme dos Power Ranges ser lésbica.
http://rd1.com.br/power-rangers-o-filme-inova-com-ranger-amarela-lesbica/
A notícia diz que inova como se ó fosse uma grande coisa.
Bom pelo que vejo o filme quer apelar pra nostalgia dos fãs, sendo que Power Rangers é um seriado do tipo Sentai (Esquadrão) baseado em Kyoru Sentai Zyuranger (Esquadrão dinossauro Zyuranger). Ou seja, pegaram uma série que existia e montaram uma nova ocidental usando material da série Zyuranger (cenas de luta).
Aí que a polêmica começa: a ranger amarela é HOMEM no original:
Tanto que você reparar a diferença de uniforme da ranger a amrela com a rosa. O amarelo é igual aos dos personagens masculino e esse uniforme é diferenciado em diversas produções.
https://www.youtube.com/watch?v=vZ2w_aIfwPg
Por si só a personagem ja era polêmica na época por essa bizarrice.
Pior que eles resolvem fazer a mesma coisa com o ranger amarelo Hyakujuu Sentai Gaoranger (esquadrão da 100 feras Gaoranger) em que o amarelo volta a ser usado como mulher:
https://www.youtube.com/watch?v=N9FlxMxDDhU
O que posso entender é que o Haim Saban quando começou a trabalhar com esses sériados e queria adaptar viu que na dinâmica deles o ranger amarelo sempre é uma mulher, poucas vezes foi homem. Como no caso do Dai Sentai Goggle V :
Aí resolveu adotar amarelo como padrão pra mulher, sem levar em conta o roteiro original. Aí nas cenas de luta a ranger amarela é sacuda e sem peito.
E ninguém nunca falou nada disso nem polemizou e problematizou. Ainda bem, mas que é bizarro é.
http://rd1.com.br/power-rangers-o-filme-inova-com-ranger-amarela-lesbica/
A notícia diz que inova como se ó fosse uma grande coisa.
Bom pelo que vejo o filme quer apelar pra nostalgia dos fãs, sendo que Power Rangers é um seriado do tipo Sentai (Esquadrão) baseado em Kyoru Sentai Zyuranger (Esquadrão dinossauro Zyuranger). Ou seja, pegaram uma série que existia e montaram uma nova ocidental usando material da série Zyuranger (cenas de luta).
Aí que a polêmica começa: a ranger amarela é HOMEM no original:
Tanto que você reparar a diferença de uniforme da ranger a amrela com a rosa. O amarelo é igual aos dos personagens masculino e esse uniforme é diferenciado em diversas produções.
https://www.youtube.com/watch?v=vZ2w_aIfwPg
Por si só a personagem ja era polêmica na época por essa bizarrice.
Pior que eles resolvem fazer a mesma coisa com o ranger amarelo Hyakujuu Sentai Gaoranger (esquadrão da 100 feras Gaoranger) em que o amarelo volta a ser usado como mulher:
https://www.youtube.com/watch?v=N9FlxMxDDhU
O que posso entender é que o Haim Saban quando começou a trabalhar com esses sériados e queria adaptar viu que na dinâmica deles o ranger amarelo sempre é uma mulher, poucas vezes foi homem. Como no caso do Dai Sentai Goggle V :
Aí resolveu adotar amarelo como padrão pra mulher, sem levar em conta o roteiro original. Aí nas cenas de luta a ranger amarela é sacuda e sem peito.
E ninguém nunca falou nada disso nem polemizou e problematizou. Ainda bem, mas que é bizarro é.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 25/03/2017, 19:32
Apelido:
NadaSei
Papel:
Usuário
Registrado em:
27/12/2006, 19:43
Comentários: 7739
Tópicos criados: 250
País:
Botânico disse: Ah! Sim... Mas esta já foi feita assim. Agora fazer um homem virar mulher só para agradar às feministas... Veja que elas não gostaram da Mulher Maravilha.
Sim eu me referi a não saber a razão desse pessoal querer tanto um Thor mulher se eles já tinham uma princesa lesbica.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 26/03/2017, 18:11

Apelido:
Percival
Papel:
Usuário
Registrado em:
12/09/2012, 04:40
Comentários: 19233
Tópicos criados: 638
País:
Você tem sua diversidade nos quadrinhos, então por que não compra?
[quote]“Diversidade” tem sido o lema dos quadrinhos nos últimos tempos. É um fato conhecido que o mercado tem se deslocado dos “homens brancos” para “todo mundo” nos últimos vinte anos e, não é de se surprender, o público tem buscado personagens e ideias mais com a cara de uma América do século XXI do que uma pintura de Norman Rockwell. Esta reclamação tem sido barulhenta e uma busca em vários sites e blogs de quadrinhos vai revelar uma grande quantidade de artigos exigindo mais diversidade no que é publicado.
Então adivinha nerdaiada: vocês já ganharam sua “diversidade”. Vamos fazer uma confrontação de números aqui, mas um registro dos quadrinhos lançados no mês passado mostram uma inacreditável mudança étnica nos personagens principais. Não é de todo perfeito, mas a lista dos 200 mais vendidos da distribuidora Diamond mostra uma abundância de protagonistas que não são homens brancos .
Aqui vai uma lista de títulos, com sua posição entre os mais vendidos, número de exemplares comercializados e etnia dos personagens principais.
Rank
Título
Nº
Editora
Vendas
Etnia
15 Black Widow 1 Marvel 62,375 Mulher branca
16 Spider-Man 2 Marvel 60,627 Homem negro/latino
19 Captain America Sam Wilson 7 Marvel 54,881 Homem negro
20 Mighty Thor 5 Marvel 54,568 Mulher Branca
27 Harley Quinn 26 DC 51,420 Mulher Branca
32 Spider-Gwen 6 Marvel 46,060 Mulher Branca
36 All New Wolverine 6 Marvel 44,668 Mulher Branca
39 Mockingbird 1 Marvel 42,335 Mulher Branca
41 Power Man and Iron Fist 2 Marvel 41,104 Homem negro
46 Wonder Woman 50 DC 36,328 Mulher Branca
53 A-Force 3 Marvel 34,133 Grupo de Mulheres
58 Totally Awesome Hulk 4 Marvel 32,585 Homem Coreano
60 Ms Marvel 5 Marvel 31,871 Mulher Muçulmana
68 Spider-Man 2099 8 Marvel 28,580 Homem meio Mexicano
69 Captain Marvel 3 Marvel 28,469 Mulher Branca
79 Silk 6 Marvel 24,847 Mulher Chinesa
81 Batgirl 49 DC 24,730 Mulher Branca
85 Poison Ivy Cycle of Life and Death 3 DC 22,812 Mulher Branca
86 Monstress 4 Image 22,406 Mulher Asiática
92 Scarlet Witch 4 Marvel 21,094 Mulher Branca
93 Unbeatable Squirrel Girl 6 Marvel 20,739 Mulher Branca
94 Spider-Woman 5 Marvel 20,594 Mulher Branca
101 DC Comics Bombshells 10 DC 19,820 Grupo de Mulheres
113 Starfire 10 DC 18,044 Mulher Alienígena
120 Constantine The Hellblazer 10 DC 16,755 Homem Bissexual
121 Legend of Wonder Woman 3 DC 16,497 Mulher Branca
124 Patsy Walker A.K.A. Hellcat 4 Marvel 15,971 Mulher Branca
129 Angela Queen of Hel 6 Marvel 14,946 Mulher Lésbica
130 Moon Girl and Devil Dinosaur 5 Marvel 14,771 Mulher Negra
134 Catwoaman 50 DC 14,260 Mulher Branca
141 Cyborg 9 DC 13,578 Homem negro
142 Black Canary 9 DC 13,566 Mulher Branca
159 Faith 3 Valiant 12,114 Mulher Branca
175 Red Wolf 4 Marvel 9,932 Mulher indígena americana
176 Midnighter 10 DC 9,803 Homem gay
177 Doctor Fate 10 DC 9,780 Homem Egípcio
181 Jem & The Holograms 13 IDW 9,032 Grupo de Mulheres
Então, tá bem melhor agora, né? Da lista dos 200 gibis mais vendidos, esses 38 títulos não tem como protagonista um homem branco heterosexual. Não é a perfeição, mas tem muito mais diversidade nos personagens do que cinco anos atrás. (Também vale a pena notar, essa lista exclui gibis como Justice League e We Are Robin, que trazem um elenco misto). Com certeza essa não é a representação perfeita: Mulher Branca parece ser a categoria dominante, ainda é preciso colocar mais protagonistas latinos e asiáticos no mercado de gibis, e a religião raramente é representada com seriedade nos quadrinhos. Mas como eu disse, Já é muito melhor do que cinco anos atrás.
Exceto. Por. Uma. Coisa.
As vendas. Uma quantidade significativa de títulos com diversidade não tem valor algum se eles estão despencando para o cancelamento, e muitos desses gibis estão indo nessa direção. O mercado de quadrinhos é extraordinariamente competitivo, Marvel e DC são empresas antes de serem pioneiros da justiça social. Se um gibi não atinge a meta de vendas, será inevitavelmente cancelado e substituído por um título mais promissor.
[quote]
[quote]“Diversidade” tem sido o lema dos quadrinhos nos últimos tempos. É um fato conhecido que o mercado tem se deslocado dos “homens brancos” para “todo mundo” nos últimos vinte anos e, não é de se surprender, o público tem buscado personagens e ideias mais com a cara de uma América do século XXI do que uma pintura de Norman Rockwell. Esta reclamação tem sido barulhenta e uma busca em vários sites e blogs de quadrinhos vai revelar uma grande quantidade de artigos exigindo mais diversidade no que é publicado.
Então adivinha nerdaiada: vocês já ganharam sua “diversidade”. Vamos fazer uma confrontação de números aqui, mas um registro dos quadrinhos lançados no mês passado mostram uma inacreditável mudança étnica nos personagens principais. Não é de todo perfeito, mas a lista dos 200 mais vendidos da distribuidora Diamond mostra uma abundância de protagonistas que não são homens brancos .
Aqui vai uma lista de títulos, com sua posição entre os mais vendidos, número de exemplares comercializados e etnia dos personagens principais.
Rank
Título
Nº
Editora
Vendas
Etnia
15 Black Widow 1 Marvel 62,375 Mulher branca
16 Spider-Man 2 Marvel 60,627 Homem negro/latino
19 Captain America Sam Wilson 7 Marvel 54,881 Homem negro
20 Mighty Thor 5 Marvel 54,568 Mulher Branca
27 Harley Quinn 26 DC 51,420 Mulher Branca
32 Spider-Gwen 6 Marvel 46,060 Mulher Branca
36 All New Wolverine 6 Marvel 44,668 Mulher Branca
39 Mockingbird 1 Marvel 42,335 Mulher Branca
41 Power Man and Iron Fist 2 Marvel 41,104 Homem negro
46 Wonder Woman 50 DC 36,328 Mulher Branca
53 A-Force 3 Marvel 34,133 Grupo de Mulheres
58 Totally Awesome Hulk 4 Marvel 32,585 Homem Coreano
60 Ms Marvel 5 Marvel 31,871 Mulher Muçulmana
68 Spider-Man 2099 8 Marvel 28,580 Homem meio Mexicano
69 Captain Marvel 3 Marvel 28,469 Mulher Branca
79 Silk 6 Marvel 24,847 Mulher Chinesa
81 Batgirl 49 DC 24,730 Mulher Branca
85 Poison Ivy Cycle of Life and Death 3 DC 22,812 Mulher Branca
86 Monstress 4 Image 22,406 Mulher Asiática
92 Scarlet Witch 4 Marvel 21,094 Mulher Branca
93 Unbeatable Squirrel Girl 6 Marvel 20,739 Mulher Branca
94 Spider-Woman 5 Marvel 20,594 Mulher Branca
101 DC Comics Bombshells 10 DC 19,820 Grupo de Mulheres
113 Starfire 10 DC 18,044 Mulher Alienígena
120 Constantine The Hellblazer 10 DC 16,755 Homem Bissexual
121 Legend of Wonder Woman 3 DC 16,497 Mulher Branca
124 Patsy Walker A.K.A. Hellcat 4 Marvel 15,971 Mulher Branca
129 Angela Queen of Hel 6 Marvel 14,946 Mulher Lésbica
130 Moon Girl and Devil Dinosaur 5 Marvel 14,771 Mulher Negra
134 Catwoaman 50 DC 14,260 Mulher Branca
141 Cyborg 9 DC 13,578 Homem negro
142 Black Canary 9 DC 13,566 Mulher Branca
159 Faith 3 Valiant 12,114 Mulher Branca
175 Red Wolf 4 Marvel 9,932 Mulher indígena americana
176 Midnighter 10 DC 9,803 Homem gay
177 Doctor Fate 10 DC 9,780 Homem Egípcio
181 Jem & The Holograms 13 IDW 9,032 Grupo de Mulheres
Então, tá bem melhor agora, né? Da lista dos 200 gibis mais vendidos, esses 38 títulos não tem como protagonista um homem branco heterosexual. Não é a perfeição, mas tem muito mais diversidade nos personagens do que cinco anos atrás. (Também vale a pena notar, essa lista exclui gibis como Justice League e We Are Robin, que trazem um elenco misto). Com certeza essa não é a representação perfeita: Mulher Branca parece ser a categoria dominante, ainda é preciso colocar mais protagonistas latinos e asiáticos no mercado de gibis, e a religião raramente é representada com seriedade nos quadrinhos. Mas como eu disse, Já é muito melhor do que cinco anos atrás.
Exceto. Por. Uma. Coisa.
As vendas. Uma quantidade significativa de títulos com diversidade não tem valor algum se eles estão despencando para o cancelamento, e muitos desses gibis estão indo nessa direção. O mercado de quadrinhos é extraordinariamente competitivo, Marvel e DC são empresas antes de serem pioneiros da justiça social. Se um gibi não atinge a meta de vendas, será inevitavelmente cancelado e substituído por um título mais promissor.
[quote]
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 27/03/2017, 06:44

Apelido:
Percival
Papel:
Usuário
Registrado em:
12/09/2012, 04:40
Comentários: 19233
Tópicos criados: 638
País:
Se você não acredita em mim, deve prestar atenção no ranking das vendas dos gibis que mostrei acima e compará-los aos resultados do seu lançamento inicial. Por exemplo, Silk foi promovido ano passado como o primeiro gibi da Marvel com uma protagonista mulher asiática (O que não era muito correto, mas não importa). O Silk Vol 1 #1 foi o nono gibi mais vendido em 2015, com 74,501 unidades. Agora, um ano depois, Silk Vol 2 caiu para o 79 (septuagésimo nono) lugar, com apenas um terço daquele número de vendas. A-Force obteve um grande impulso da imprensa no seu lançamento como um gibi de super heróis completamente feminino, capitaneado por uma escritora. A-Force Vol 1, #1 foi o sexto gibi mais vendido com 114,528 cópias. Mês passado, estava na posição #53 do ranking, com 34,133 cópias comercializadas. Apenas um quarto do seu primeiro número.
E esses são gibis com a sorte de terem uma grande promoção da imprensa. Moon-Girl and Devil Dinosaur é o único quadrinho com protagonista mulher negra até agora, e enquanto tem uma atenção especial dos fãs, parece que passou longe dos holofotes. Previsivelmente, não se saiu bem no lançamento, com o primeiro número na #63 posição de vendas e apenas 38,133 exemplares vendidos. Hoje está na lista do cancelamento, na posição #130 do ranking e menos de 15,000 exemplares vendidos. Red Wolf foi bem pior, despencando de #64 para a posição #175 em apenas quatro meses.
É lógico que uma queda é compreensível, é impossível um gibi manter as vendas de seu primeiro número, porque a edição de lançamento sempre tem pedidos em excesso para satisfazer especuladores e as pessoas que buscam experimentar uma nova leitura. Especuladores não vão além do primeiro número e muitas pessoas experimentam um novo gibi e não gostam, isso é inevitável.
Esses gráficos também não contabilizam as vendas de quadrinhos digitais, que as grandes editoras relutam em divulgar. Nós simplesmente não sabemos se, por exemplo, os leitores de All-New Wolverine abandonaram a versão impressa e trocaram pela digital, embora esse gibi também tenha perdido mais de 60.000 leitores da versão impressa desde seu lançamento. Squirrel Girl, o queridinho dos fãs, aparentemente vai bem no mercado digital e impresso, presume-se que seja um gibi seguro, apesar de seus meros 20.000 exemplares vendidos. Por outro lado, é fácil dizer que o gibi de protagonista negra Moon Girl ou o protagonizado por uma lésbica Angela: Queen of Hel, não está indo tão bem, já que ambos estão na linha do cancelamento.
Com relação a Marvel, é fácil prever que Silk, Spider-Woman, Scarlet Witch e Patsy Walker A.K.A. Hellcat estão caminhando para a linha de corte. Silk e Spider-Woman ainda se seguram até os números 14 e 12 respectivamente, pois seus encadernados reunindo essas edições já foram solicitados e ambas estão envolvidas no crossover “Spider-Women”, o que vai lhes dar um fôlego a mais. Mas a situação não parece boa para esses títulos, por terem perdido tantas vendas desde seu lançamento.
É mais difícil prever o futuro da DC, já que alguns títulos provavelmente serão publicados mesmo com baixas vendas (Wonder Woman, Catwoman, Harley Quinn). Com outros, já é garantido que suas atuais versões estão condenadas (Midnighter, Black Canary, Starfire). Isso nos faz perguntar se gibis como Constantine e Bombshells vão se segurar com suas vendas caindo, mas a história sugere que eles não vão.
No final das contas, o que está vendendo não surpreende. São os títulos “quentes”, personagens populares, licenciados e crossovers. Em março de 2016, os mais vendidos eram Batman, Mighty Morphin’ Power Rangers e Star Wars, e outros títulos no top 20 tendem a seguir essa linha. Se Harley Quinn vende bem é, provavelmente, muito mais por ser uma personagem com enorme popularidade no momento e menos por ser feminina, seu sucesso se deve apenas a popularidade e não a isso. Teremos o verão inteiro de Civil War II e o Rebirth da DC Comics, o foco estará nas vendas e não em trazer diversidade para o mercado.
Sim, as editoras tem a responsabilidade de promover seus gibis com diversidade. A Marvel parece ter aprendido a lição nessa área. A fase “Marvel Now” teve três títulos focados em mulheres, todos fracassaram: Red She-Hulk, Journey Into Mystery (com Sif) e Fearless Defenders, mas dois desses gibis apenas substituíram outros já existentes e não tiveram muita divulgação. Mas e hoje? A Marvel dá para seus títulos femininos um destaque incrível, chegando a fazer um mês [de evento] “True Believers” em setembro de 2015, com dez relançamentos de gibis femininos por um dólar cada (e todos tiveram ótimas vendas para relançamentos). Porém, mesmo tudo isso não parece ser suficiente.
Em outras palavras, parte da culpa pelo fracasso dos gibis regidos pela diversidade deve ficar com você, leitor. Não, ninguém é obrigado a comprar gibis pelos quais não tem interesse só porque estes atingem uma meta de diversidade. E é claro que Marvel e DC devem fazer esses títulos atrativos o suficiente para atrair leitores. Ainda assim, é constrangedor termos uma comunidade de fãs de quadrinhos pedindo o tempo todo por diversidade e que, mesmo assim, não dá suporte aos gibis que surgiram para atender a essa demanda. Se continuar assim, esses títulos serão cancelados, e quando retornarem, irão reverter para suas contrapartes não protagonizadas por minorias.
Esta pode ser a lição aprendida pela DC e aplicada em seu “Rebirth” do próximo verão. Um ano atrás, a editora lançou o selo “DCYou”, destinado a refletir um mercado mais diverso. Tivemos Starfire, Midnighter e Prez, e sabemos o que aconteceu com esses gibis. Um ano depois, teremos o “Rebirth” que, para todos os efeitos e intenções, parece ser um retorno à velha DC. É um retorno ao que é seguro, não ao que é diverso.
Se o mercado realmente deseja diversidade, precisa começar a colocar dinheiro nessa ideia. Deixar de lado Civil War II e investir em Silk, abandonar Harley Quinn e tentar Mockingbird.
Esses gibis não vão fracassar se os leitores realmente os apoiarem e deixarem claro para as editoras que é isso o que eles querem ler. As editoras estão oferecendo a você uma clara oportunidade de provar que é isso o que você quer.
Seus gibis com diversidade estão esperando, outros poderão vir se isso é o que você realmente deseja. Você leitor, precisa mostrar às empresas que a busca por diversidade é real, e não apenas a reclamação de uma minoria.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 27/03/2017, 06:46