
Antigo Religião é Veneno
Religião é Veneno – 10 ANOS – Galeria dos inesquecíveis
Autor: Acauan | Categoria: Greatest Hits | Exibições: 91921 Comentários: 46

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Um bom modo de celebrar os dez anos de vida deste fórum é lembrar aqueles que ajudaram construir a história e personalidade deste lar virtual.
Muitos destes não postam mais aqui ou nos visita esporadicamente, caso dos fundadores Claudio Loredo e Ângelo.
Outros tantos se fizeram inesquecíveis, cada qual ao seu modo, nesta arena onde aos trancos e barrancos aprendemos uns com os outros.
Muitos destes não postam mais aqui ou nos visita esporadicamente, caso dos fundadores Claudio Loredo e Ângelo.
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Data da postagem: 28/01/2011, 13:32

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WORF
As postagens de Worf foram as primeiras que me chamaram a atenção neste fórum e me motivaram a participar, lá pelos idos de 2002.
Worf era um mestre diletante do humor cibernético, um gênio intuitivo da comunicação visual capaz de transmitir com um conjunto de imagens e alguns emoticons o que eu precisaria de um longo e chato texto para expor.
Acima de tudo Worf era um humanista, cuja presença diária e ativa nestas negras páginas reforçava este que é um de nossos valores mais caros.
Worf e eu protagonizamos o primeiro encontro presencial do Religião é Veneno, ocorrido em uma esfiharia libanesa apresentada por ele e que até hoje frequento com meus filhos.
Nos tempos em que o Fórum Religião é Veneno era um espaço anárquico, onde a criatividade explodia em dezenas de tópicos abertos por dia, nos quais quem quisesse falava o que queria, ouvia o que não queria e replicava como podia, as intervenções de Worf reinaram absolutas.
Worf afastou-se do fórum aos poucos, sem despedidas.
Se um dia destes o nome do oficial klingon aparecer aqui em postagens recentes, não será difícil identificar se é mesmo o velho Worf ou algum xará virtual.
Seu estilo é inconfundível e sua personalidade inimitável.
Ao Worf, se algum dia ler isto, um abraço do Índio Velho.
As postagens de Worf foram as primeiras que me chamaram a atenção neste fórum e me motivaram a participar, lá pelos idos de 2002.
Worf era um mestre diletante do humor cibernético, um gênio intuitivo da comunicação visual capaz de transmitir com um conjunto de imagens e alguns emoticons o que eu precisaria de um longo e chato texto para expor.
Acima de tudo Worf era um humanista, cuja presença diária e ativa nestas negras páginas reforçava este que é um de nossos valores mais caros.
Worf e eu protagonizamos o primeiro encontro presencial do Religião é Veneno, ocorrido em uma esfiharia libanesa apresentada por ele e que até hoje frequento com meus filhos.
Nos tempos em que o Fórum Religião é Veneno era um espaço anárquico, onde a criatividade explodia em dezenas de tópicos abertos por dia, nos quais quem quisesse falava o que queria, ouvia o que não queria e replicava como podia, as intervenções de Worf reinaram absolutas.
Worf afastou-se do fórum aos poucos, sem despedidas.
Se um dia destes o nome do oficial klingon aparecer aqui em postagens recentes, não será difícil identificar se é mesmo o velho Worf ou algum xará virtual.
Seu estilo é inconfundível e sua personalidade inimitável.
Ao Worf, se algum dia ler isto, um abraço do Índio Velho.
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Data da postagem: 28/01/2011, 13:33

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MARIA MOREIRA
Se Worf foi a melhor expressão do humanismo celebrado neste fórum, Maria Moreira personificou a tolerância, outro de nossos valores fundamentais.
Maria Moreira era muçulmana.
Brasileira sem ascendência árabe recente, com formação científica, fluente em três línguas, vasta cultura e uma disposição incansável para defender suas crenças. Ex-cética convertida ao Islã, que se mostrou aqui imune aos argumentos anti-religiosos padronizados, que conhecia muito bem e muito bem sabia refutar.
Maria aportou neste fórum em 2002, quando comandava – com mão de ferro, diga-se – o Islamic Chat, site rico em informações sobre a cultura islâmica, no qual se destacava um fórum tão dinâmico quanto o nosso na época.
Naquele ano ainda era muito recente o trauma dos atentados terroristas ao Pentágono e ao WTC, motivo pelo qual Maria Moreira foi recebida aqui com a declaração de hostilidade que lhe seria lançada como um mantra: "Islamismo é terror!"
Sem se intimidar e sem partir para a grosseria, sendo firme na medida exata requerida pela discussão, Maria Moreira defendeu o Islã com os melhores argumentos possíveis, dona que era de informações de boas fontes, uma retórica poderosa e uma personalidade carismática.
Pode não ter convencido muitos aqui quanto à veracidade da recitação de Mohamed, mas fez melhor, amainou nossos preconceitos e conquistou nossa amizade.
Depois de algum tempo passei a chamá-la de "Mujahedá", o feminino de "Mujahedin" em árabe, que significa aquele que trava a Jihad, a luta pelo BEM, como ela própria me ensinou.
Os embates entre ela e mim foram longos, viscerais, verdadeiras tempestades retóricas onde no final saíam cada qual com as mesmas opiniões com as quais entrara, mas com o respeito mútuo um pouco ampliado e a simpatia comum reforçada.
Maria Moreira voltou ao Brasil, depois de um longo exílio voluntário.
Se voltar para cá, será sempre muito bem vinda.
Se Worf foi a melhor expressão do humanismo celebrado neste fórum, Maria Moreira personificou a tolerância, outro de nossos valores fundamentais.
Maria Moreira era muçulmana.
Brasileira sem ascendência árabe recente, com formação científica, fluente em três línguas, vasta cultura e uma disposição incansável para defender suas crenças. Ex-cética convertida ao Islã, que se mostrou aqui imune aos argumentos anti-religiosos padronizados, que conhecia muito bem e muito bem sabia refutar.
Maria aportou neste fórum em 2002, quando comandava – com mão de ferro, diga-se – o Islamic Chat, site rico em informações sobre a cultura islâmica, no qual se destacava um fórum tão dinâmico quanto o nosso na época.
Naquele ano ainda era muito recente o trauma dos atentados terroristas ao Pentágono e ao WTC, motivo pelo qual Maria Moreira foi recebida aqui com a declaração de hostilidade que lhe seria lançada como um mantra: "Islamismo é terror!"
Sem se intimidar e sem partir para a grosseria, sendo firme na medida exata requerida pela discussão, Maria Moreira defendeu o Islã com os melhores argumentos possíveis, dona que era de informações de boas fontes, uma retórica poderosa e uma personalidade carismática.
Pode não ter convencido muitos aqui quanto à veracidade da recitação de Mohamed, mas fez melhor, amainou nossos preconceitos e conquistou nossa amizade.
Depois de algum tempo passei a chamá-la de "Mujahedá", o feminino de "Mujahedin" em árabe, que significa aquele que trava a Jihad, a luta pelo BEM, como ela própria me ensinou.
Os embates entre ela e mim foram longos, viscerais, verdadeiras tempestades retóricas onde no final saíam cada qual com as mesmas opiniões com as quais entrara, mas com o respeito mútuo um pouco ampliado e a simpatia comum reforçada.
Maria Moreira voltou ao Brasil, depois de um longo exílio voluntário.
Se voltar para cá, será sempre muito bem vinda.
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Data da postagem: 28/01/2011, 13:34

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TÚLIO
Túlio foi, possivelmente, o personagem mais querido que frequentou este fórum.
Até inimigos declarados deste espaço, após nos lançar os rotineiros impropérios e ameaças de condenação ao inferno costumavam bater um papo amigável com ele entre uma sessão de xingamentos e outra.
Foi o Túlio, quando moderador e administrador do fórum, que criou a estrutura atual do Religião é Veneno, dividido em fórum, Top Secret e Ô Psit. Também foi dele – se não me falha a memória - a idéia do macaquinho vermelho, nossa marca.
Túlio também foi o mais carioca dos foristas do RéV, mesmo morando nos Estados Unidos há um tempão.
Como moderador demonstrava uma paciência inesgotável, atuando com bom humor mesmo quando enfrentava a tarefa chata de vigiar alguns pios pichadores virtuais que tinham uma obsessão doentia contra este fórum.
Foi o Túlio que me convidou para a moderação, função que exerceu com muito mais competência.
Pode-se dizer que depois do Claudio, foi ele que deu cara ao Religião é Veneno, principalmente ao administrar com habilidade nossa transição de espaço livre e anárquico para fórum moderado.
Batemos alguns poucos, longos e divertidos papos ao telefone, quando ele se mostrava tão boa gente em viva voz quanto aparentava ser ao se expressar no teclado.
Se Worf representou nosso humanismo e Maria Moreira nossa tolerância, Túlio é o nome que no Religião é Veneno damos à amizade.
Túlio foi, possivelmente, o personagem mais querido que frequentou este fórum.
Até inimigos declarados deste espaço, após nos lançar os rotineiros impropérios e ameaças de condenação ao inferno costumavam bater um papo amigável com ele entre uma sessão de xingamentos e outra.
Foi o Túlio, quando moderador e administrador do fórum, que criou a estrutura atual do Religião é Veneno, dividido em fórum, Top Secret e Ô Psit. Também foi dele – se não me falha a memória - a idéia do macaquinho vermelho, nossa marca.
Túlio também foi o mais carioca dos foristas do RéV, mesmo morando nos Estados Unidos há um tempão.
Como moderador demonstrava uma paciência inesgotável, atuando com bom humor mesmo quando enfrentava a tarefa chata de vigiar alguns pios pichadores virtuais que tinham uma obsessão doentia contra este fórum.
Foi o Túlio que me convidou para a moderação, função que exerceu com muito mais competência.
Pode-se dizer que depois do Claudio, foi ele que deu cara ao Religião é Veneno, principalmente ao administrar com habilidade nossa transição de espaço livre e anárquico para fórum moderado.
Batemos alguns poucos, longos e divertidos papos ao telefone, quando ele se mostrava tão boa gente em viva voz quanto aparentava ser ao se expressar no teclado.
Se Worf representou nosso humanismo e Maria Moreira nossa tolerância, Túlio é o nome que no Religião é Veneno damos à amizade.
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Data da postagem: 28/01/2011, 15:38

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Claudio Loredo
O que dizer de Claudio Loredo?
Como este é um espaço onde citar o capitão James T. Kirk não gera risadinhas (espero), em sua elegia à Spock, Kirk declarou que de todas as almas que conheceu viajando pela galáxia, a dele era a mais humana. Uma contradição aparente ao falar do frio – e supostamente morto – oficial de ciências da frota.
Parafraseando, digo que de todas as almas que conheci na Internet, a do Claudio Loredo era a mais cristã.
Outra aparente contradição uma vez que me refiro a um pioneiro da militância ateísta na rede, fundador do site Realidade, do Fórum Religião é Veneno e da ONG Ateus do Brasil.
Mas é isto que o Claudio é.
Uma alma cristã, no significado mais leve e menos corporativo do termo. Cheio de boas intenções, sinceridade e de um senso beatífico de missão.
Não surpreende que em suas últimas manifestações neste fórum se mostrasse um tanto decepcionado, insatisfeito com o resultado aparentemente infrutífero de seus esforços, que começavam a tomar outro rumo, – o vegetarianismo e a defesa dos animais.
Loredo começou sua militância ateísta antes de Dawkins, Dennett, Hitchens e Harris virarem pop stars do tema. Era profundamente sincero em sua crença de que o combate à religião produziria um mundo melhor, mesmo que não tivesse um traçado muito claro de que mundo melhor seria este.
O Claudio é um cara instruído, fluente em inglês, muito educado e que causa excelente primeira impressão. Muito diferente do ogro complexado e arrogante que alguns religiosos gostariam que militantes ateus fossem.
Internou-se no interiorzão do Brasil, onde deve estar até hoje. Mais um forista carioca exilado.
Tomara que o Claudio perceba que ao criar o Religião é Veneno construiu uma instituição onde, dez anos depois, continuamos escrevendo nossa própria história, contada por nós mesmos. Não vamos melhorar muito o mundo com isto, mas deixaremos nele nossa marca.
O que dizer de Claudio Loredo?
Como este é um espaço onde citar o capitão James T. Kirk não gera risadinhas (espero), em sua elegia à Spock, Kirk declarou que de todas as almas que conheceu viajando pela galáxia, a dele era a mais humana. Uma contradição aparente ao falar do frio – e supostamente morto – oficial de ciências da frota.
Parafraseando, digo que de todas as almas que conheci na Internet, a do Claudio Loredo era a mais cristã.
Outra aparente contradição uma vez que me refiro a um pioneiro da militância ateísta na rede, fundador do site Realidade, do Fórum Religião é Veneno e da ONG Ateus do Brasil.
Mas é isto que o Claudio é.
Uma alma cristã, no significado mais leve e menos corporativo do termo. Cheio de boas intenções, sinceridade e de um senso beatífico de missão.
Não surpreende que em suas últimas manifestações neste fórum se mostrasse um tanto decepcionado, insatisfeito com o resultado aparentemente infrutífero de seus esforços, que começavam a tomar outro rumo, – o vegetarianismo e a defesa dos animais.
Loredo começou sua militância ateísta antes de Dawkins, Dennett, Hitchens e Harris virarem pop stars do tema. Era profundamente sincero em sua crença de que o combate à religião produziria um mundo melhor, mesmo que não tivesse um traçado muito claro de que mundo melhor seria este.
O Claudio é um cara instruído, fluente em inglês, muito educado e que causa excelente primeira impressão. Muito diferente do ogro complexado e arrogante que alguns religiosos gostariam que militantes ateus fossem.
Internou-se no interiorzão do Brasil, onde deve estar até hoje. Mais um forista carioca exilado.
Tomara que o Claudio perceba que ao criar o Religião é Veneno construiu uma instituição onde, dez anos depois, continuamos escrevendo nossa própria história, contada por nós mesmos. Não vamos melhorar muito o mundo com isto, mas deixaremos nele nossa marca.
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Data da postagem: 28/01/2011, 16:35

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ZENCEM
Era assim que Orlando, o Zencem se apresentava em sua página do Orkut.
Zencem foi o primeiro a trazer à nossa comunidade o sentimento da perda.
Neste janeiro de 2011 fez um ano de seu falecimento.
Zencem era um autoditada, interessado em filosofia, admirador de Sócrates e como o grego apaixonado pela busca da verdade.
Sua morte talvez resuma o homem que era. Faleceu em um acidente de trânsito, exercendo seu ofício de motorista de ambulância.
A missão de Zencem era ajudar a salvar vidas e morreu cumprindo-a.
Tombou com glória, como manda o Código.
Zencem abandonou este fórum após uma discussão boba na qual eu, como moderador, chamei-lhe a atenção para que parasse de provocar gratuitamente Claudio Loredo. Julguei na época que era a solução mais fácil. O velho Orlando sempre pareceu tão duro quanto este Índio Velho e achei que poderíamos resolver tudo com uma breve troca de broncas de parte a parte e encerrar o assunto.
Mas Orlando era também um velho orgulhoso e teimoso. Ofendeu-se com minha admoestação, abandonou este fórum e nunca mais voltou. Posteriormente assumiu a administração do antigo Fórum Religião é Veneno no Forumnow, mudou o nome para A Ideologia é o Veneno e seguiu publicando seus pensamentos.
Zencem é lembrado como dos melhores dentre nós. Uma verdade que paira acima da convenção social que manda elogiar os que partiram.
"Eu sou puro condicionamento e as minhas verdades são sempre relativas a este condicionamento.
Já a individualidade é a liberdade que existe no impessoal, capaz de ver a verdade como de fato é.
Zencem/ Orlando"
Era assim que Orlando, o Zencem se apresentava em sua página do Orkut.
Zencem foi o primeiro a trazer à nossa comunidade o sentimento da perda.
Neste janeiro de 2011 fez um ano de seu falecimento.
Zencem era um autoditada, interessado em filosofia, admirador de Sócrates e como o grego apaixonado pela busca da verdade.
Sua morte talvez resuma o homem que era. Faleceu em um acidente de trânsito, exercendo seu ofício de motorista de ambulância.
A missão de Zencem era ajudar a salvar vidas e morreu cumprindo-a.
Tombou com glória, como manda o Código.
Zencem abandonou este fórum após uma discussão boba na qual eu, como moderador, chamei-lhe a atenção para que parasse de provocar gratuitamente Claudio Loredo. Julguei na época que era a solução mais fácil. O velho Orlando sempre pareceu tão duro quanto este Índio Velho e achei que poderíamos resolver tudo com uma breve troca de broncas de parte a parte e encerrar o assunto.
Mas Orlando era também um velho orgulhoso e teimoso. Ofendeu-se com minha admoestação, abandonou este fórum e nunca mais voltou. Posteriormente assumiu a administração do antigo Fórum Religião é Veneno no Forumnow, mudou o nome para A Ideologia é o Veneno e seguiu publicando seus pensamentos.
Zencem é lembrado como dos melhores dentre nós. Uma verdade que paira acima da convenção social que manda elogiar os que partiram.
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Data da postagem: 30/01/2011, 11:32

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Mario Justino/ Qualquer Pessoa
Se Túlio foi o mais carioca dos foristas do RéV, Mario Justino foi o mais internacional dos cariocas do fórum.
Autor do livro Nos Bastidores do Reino, a Vida Secreta na Igreja Universal do Reino de Deus, Mario já era uma celebridade quando se juntou ao nosso grupo, mas por um bom tempo se identificou aqui apenas pelo apelido Qualquer Pessoa, numa gozação com um interlocutor que, irritado com suas tiradas sarcásticas, avisou-o que doravante não responderia mais a qualquer pessoa neste fórum.
Mario teve uma vida dramática, detalhadamente narrada no livro.
Seria natural que as sequelas de seus dramas fizessem dele um homem amargo e revoltado com a vida.
O que se lia em suas postagens era o oposto. Um cara de luminoso bom humor, amistoso com todos e com um jogo de cintura que combinava um pouco da malandragem carioca, do swing dos guetos negros novaiorquinos – com os quais conviveu um tempo – e do refinamento do homem experiente e viajado, que conheceu os extremos da vida, da pobreza sem perspectivas à conquista de um lugar na capital do mundo.
Mario Justino conhecia Nova York o suficiente para desmentir a celebrada coluna "Nova York por aí", do Paulo Francis e acusá-lo de plagiar críticas gastronômicas e culturais de Manhattan para apresentar-se como conhecedor da vida noturna da Big Apple.
Também conhecia o lado escuro da America, do Rio e da alma humana, aprendizado que adquiriu na convivência com Edir Macedo e seus, digamos, correligionários.
Da última vez que soube dele, Mario estava trabalhando para a Anistia Internacional e vivendo com os filhos em Nova York, lamentando como no inverno a beleza branca da neve tornava a cidade um lamaçal insuportável no dia seguinte.
Mario Justino não teve uma vida de conto de fadas, mas torço muito para que tenha o final feliz que ele fez por merecer.
Se Túlio foi o mais carioca dos foristas do RéV, Mario Justino foi o mais internacional dos cariocas do fórum.
Autor do livro Nos Bastidores do Reino, a Vida Secreta na Igreja Universal do Reino de Deus, Mario já era uma celebridade quando se juntou ao nosso grupo, mas por um bom tempo se identificou aqui apenas pelo apelido Qualquer Pessoa, numa gozação com um interlocutor que, irritado com suas tiradas sarcásticas, avisou-o que doravante não responderia mais a qualquer pessoa neste fórum.
Mario teve uma vida dramática, detalhadamente narrada no livro.
Seria natural que as sequelas de seus dramas fizessem dele um homem amargo e revoltado com a vida.
O que se lia em suas postagens era o oposto. Um cara de luminoso bom humor, amistoso com todos e com um jogo de cintura que combinava um pouco da malandragem carioca, do swing dos guetos negros novaiorquinos – com os quais conviveu um tempo – e do refinamento do homem experiente e viajado, que conheceu os extremos da vida, da pobreza sem perspectivas à conquista de um lugar na capital do mundo.
Mario Justino conhecia Nova York o suficiente para desmentir a celebrada coluna "Nova York por aí", do Paulo Francis e acusá-lo de plagiar críticas gastronômicas e culturais de Manhattan para apresentar-se como conhecedor da vida noturna da Big Apple.
Também conhecia o lado escuro da America, do Rio e da alma humana, aprendizado que adquiriu na convivência com Edir Macedo e seus, digamos, correligionários.
Da última vez que soube dele, Mario estava trabalhando para a Anistia Internacional e vivendo com os filhos em Nova York, lamentando como no inverno a beleza branca da neve tornava a cidade um lamaçal insuportável no dia seguinte.
Mario Justino não teve uma vida de conto de fadas, mas torço muito para que tenha o final feliz que ele fez por merecer.
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Data da postagem: 30/01/2011, 12:19
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AcauanUm bom modo de celebrar os dez anos de vida deste fórum é lembrar aqueles que ajudaram construir a história e personalidade deste lar virtual.
Acauan;
Se isso aqui fosse uma igreja, você seria o pastor ou o padre...
Você é fundamental!
Seu único defeito é não aceitar que existem tupis gays!
Abraços;
Edson Jr
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Data da postagem: 30/01/2011, 22:28

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Edson Jr
Seu único defeito é não aceitar que existem tupis gays!
Melhor se preparar pra correr...
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Data da postagem: 30/01/2011, 22:33
Apelido:
EdsonJr
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AcauanZencem foi o primeiro a trazer à nossa comunidade o sentimento da perda.
Nossa...
Como gostava do Orlando...grande alma...amigo...
Saudades...
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Data da postagem: 30/01/2011, 22:34
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EdsonJr
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ReidEdson Jr
Seu único defeito é não aceitar que existem tupis gays!
Melhor se preparar pra correr...
Como Acauan não deverá homenagear a si mesmo, bem que poderia me deixar homenageá-lo, né!?
Claro que não vou falar nenhuma bobagem!
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Data da postagem: 30/01/2011, 22:38