Mais-Valia, para crianças.

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Herf
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Herf »

Fernando Silva escreveu:
Discernimento escreveu:
Servos pé-rapados do capital e fatasiados de urubu escreveu:S’ils n’ont plus de pain, qu’ils mangent de la brioche

Por que usar a declaração de uma pessoa que não sabia do que se passava fora de seu mundinho - e que não tinha nada ver com o capitalismo - para atacar o capitalismo?

Isso é o que é pior, discutir com alguém que não sabe ao menos o mínimo daquilo que critica. Tem um cartaz antigo que circula há muito na internet que pretende caricaturar o sistema capitalista mostrando uma pirâmide onde no alto está a nobreza, seguida pelo clero, militares, e assim por diante, até chegar nas classe de servos, como se a sociedade capitalista fosse hierarquizada. Como se isso tivesse alguma coisa a ver com os ideais de isonomia, respeito à propriedade privada, liberdades individuais e não-intervenção do estado na vida privada que capitalistas pregam:

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O pior é que essa é uma das primeiras imagens que aparecem no Google quando se procura por "capitalism".

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Discernimento
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Discernimento »

Dá pra postar uma foto da mão invisível.

Porque, segundo vocês, ela existe.

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Jack Torrance
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Jack Torrance »

Fernando Silva escreveu:
Discernimento escreveu:Chegamos no deus que faz o mundo girar, o deus-reinvestimento.

Você criticou a acumulação sem reinvestimento.
E qual é a sua crítica contra o reinvestimento?


Ele nem sabe do que fala. Tudo do capitalismo é ruim. Tudo.
“No BOPE tem guerreiros que matam guerrilheiros, a faca entre os dentes esfolam eles inteiros, matam, esfolam, sempre com o seu fuzil, no BOPE tem guerreiros que acreditam no Brasil.”

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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Jack Torrance »

srcapital escreveu:
Discernimento escreveu:Então é você que vai responder de onde vem o capital pra pagar o ágio das coisas?

Pensando no valor real do produto como seu valor de custo de produção?
Dos consumidores, as pessoas interessadas em adquirir o produto oferecido pelo valor cobrado.
O lucro é o pagamento pelo meu trabalho.

E o deságio, sabe da onde sai? Do meu bolso.


Nada disso interessa, os trabalhadores são os explorados. O deságio é um pagamento ao seu pecado de ser empresário servo do grande capital. E se você quebrar, você será um grande FDP porque vai mandar embora os trabalhadores explorados. Quem mandou você ficar sem dinheiro?
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Jack Torrance »

srcapital escreveu:Eu respondi sua pergunta e você não respondeu a minha.


Normal. Para ele, todo empresário é explorador e não pode ter começado do nada.

srcapital escreveu:De onde vem o meio de produção, quem o mantém, e quem arca com os prejuízos?
Quem produz e vende a mercadoria?


O empresário charuteiro e poltroneiro faz alguma mágica e tudo isso acontece.

srcapital escreveu:Se eu sou um explorador do trabalho dos outros, como então os 120 empregados de ceará mirim antes não tinham acesso a essa renda e trabalho?
Qual o motivos desses 'explorados' ficarem contentes com a vinda da industria para a região?


Eles estão iludidos pelo grande capital e pela mídia massiva. E você se aproveita disso.

srcapital escreveu:Eu exploro trabalho alheio ou gero riqueza e a oportunidade para que trabalhadores possam trocar seu tempo pelo meu dinheiro?
Eles poderia gerar essa mesma renda sozinhos? Sem o MEU trabalho?


Agora que você conseguiu chegar nisso, dê tudo aos operários e seja feliz.
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Discernimento »

Se todos empresário dividissem boa parte dos dividendos com os operários no próximo mês os operários teriam mais dinheiro pra gastar. Certamente funcionaria melhor.

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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Jack Torrance »

Discernimento escreveu:Se todos empresário dividissem boa parte dos dividendos com os operários no próximo mês os operários teriam mais dinheiro pra gastar. Certamente funcionaria melhor.


E por que os empresários deveriam? Os empresários correm inúmeros riscos por causa do negócio.

O problema não é o salário, mas o sistema em que o sujeito vive. Numa Suécia da vida, o sujeito não tá nem aí se o patrão ganha mil vezes mais do que ele, porque lá todos os serviços são gratuitos e de alta qualidade. Aí sobra e muito do salário, pois não precisa gastar em coisas básicas que o governo nos dá. Aqui gasta-se com plano de saúde e educação (do maternal ao colegial); se for esperar alguma coisa boa do governo, vai esperar e sentado.
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Apo »

Ele prefere uma esmola coletiva mediante perda das liberdades e dos meios de produção, do que plena liberdade com educação para a administração e reivestimento.
Deve preferir também mais filhos sustentados a pão e água, do que poucos filhos comendo bem, tendo lazer de qualidade e podendo fazer planos para o futuro.

Claro que, em países como o que ele defende, todo mundo tem ímpetos de fuga desesperada.
Mas estes são traidores e desequilibrados, buscando o deus capital no terreiro do vizinho desprezível!
Paredão neles, antes que escapem!
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Apo »

Se bem que ele não deve saber que muitas empresas distribuem uma parcela do lucro, sim, mas de acordo com a produtividade. Por que seria diferente? Porque Papai Noel mandou?
Não consigo imaginar a estagnação de uma empresa que, no primeiro sinal de retorno do investimento pesado que fez, distribui tudo entre os funcionários ou sócios! :emoticon38:

Non sense total!
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Jack Torrance
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Jack Torrance »

viewtopic.php?p=375530#p375530

Pensam que apenas eles trabalham e o dono do negocio recebeu a empresa inteiramente montada de deus e mantém ela funcionando por meio de alguma magica sobrenatural.
Deixe a empresa nas mãos do funcionários para ver o que acontece. Abre falência em pouco tempo.

As cooperativas de catadores mostram bem como funciona o comunismo.
A teoria é que a empresa será administrada democraticamente, delírio de quem nunca teve um sócio e não sabe o problema que é isso.


Os catadores de lixo estão entrando bem nessa, começaram a surgir cooperativas de catadores em toda parte. Se tudo já era ruim, tudo ficou ainda pior.
Antigamente os catadores recebiam pelo que coletavam e vendiam, ou seja, recebiam segundo o trabalho, na cooperativa é tudo dividido pelos cooperados e quem trabalha muito recebe o mesmo que quem não trabalha nada.
Membros da mesma família e amigos formam grupos de poder dentro das cooperativas e assim a idéia de controle democrático, um homem um voto, vai direto para o brejo. Quem pertence a esse grupo fechado tem muitas regalias, entre elas trabalhar menos e pegar as melhores funções. Nem preciso citar que isso resulta em rixas e queda na produção.
Em algumas cooperativas já estão cobrando taxas ilegais para entrar. A verdade é que a maioria quer mesmo é sair da cooperativa e voltar a trabalhar sozinho, o problema é que agora o catador solitário tem que competir com essas empresas comunas.
“No BOPE tem guerreiros que matam guerrilheiros, a faca entre os dentes esfolam eles inteiros, matam, esfolam, sempre com o seu fuzil, no BOPE tem guerreiros que acreditam no Brasil.”

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Fabi
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Fabi »

Discernimento escreveu:Se todos empresário dividissem boa parte dos dividendos com os operários no próximo mês os operários teriam mais dinheiro pra gastar. Certamente funcionaria melhor.

Dividendos? Inclusive dividas da empresa?
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Apo »

Bom, em toda sociedade os sócios arcam com lucros e perdas.

Mas o divertimento não está mais entre nós...pelo menos por enquanto...
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DIG
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por DIG »

O Liquid Snake fez no Realidade 1 "versão 2.0" dessa tirinha :emoticon12: :

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Fernando Silva
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Fernando Silva »

Boa essa. Vai para a minha lista de figuras.

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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Apo »

Bom, mesmo! Espero que o espírito do discernimiento esteja vendo a outra versão da estorinha...
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por berehulka »

Bem mais de acordo com a relaidade...
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Suyndara »

Não entendi, qual a relação de mais-valia com funcionalismo público? :emoticon5:

A forma como colocam as coisas demonstram uma carga grande de inveja em relação a pessoas que tiveram competência para entrar em um concurso concorrido :emoticon4:

Estabilidade não significa nunca ser mandado embora, para isso existe o direito administrativo e eu já vi muita gente rodar com isso...Se virem algo errado, denunciem oras :emoticon45:

É verdade que muitos órgãos públicos são tradicionais em péssimo atendimento ao público e geram toda essa idéia de ociosidade e imcompetência da classe, mas isso não deveria ser uma generalização, afinal toda generalização é burra e injusta.

Posso garantir que na autarquia pública em que trabalho ninguém fica lixando unha em horário de expediente, o RH é um pé no saco com a questão do horário e de cumprimento de metas e a cada 6 meses fazem avaliação de todos os funcionários, os que se saem mal nas avaliações perdem a gratificação e caso os "erros" sejam recorrentes passam por sindicância (que acarreta em exoneração, na maioria dos casos). Talvez isso ocorra por ser um órgão fiscalizador, mas é apenas um exemplo para que entendam que não é bom generalizar certas coisas :emoticon4:

[]s
"Deus empurra para a morte tudo o que lhe resiste. Em primeiro lugar a razão, depois a inteligência e o espírito crítico" (Onfray)

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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Suyndara »

DIG escreveu:O Liquid Snake fez no Realidade 1 "versão 2.0" dessa tirinha :emoticon12: :

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Bem melhor :emoticon45:
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por user f.k.a. Cabeção »

spink escreveu:Meritocracia... :emoticon12:
A propósito, como vc bem disse devemos separar o joio do trigo quanto a ser servidor público.
No meu caso, o salário base é uma merreca e se não fosse pela PRODUTIVIDADE eu não conseguiria pagar um terço das minhas contas.



[perdendo meu tempo de novo com voce...]

E dai?

Um funcionario nessas condicoes, que aceite viver com aquilo que voce chamou de "merreca", ou que trabalhe por fora em outra coisa, pode se contentar em ser um peso morto, bastando nao contrair tantas obrigacoes.

E preste atencao, eu nunca recrimino os proprios funcionarios publicos por serem parasitas. Tenho amigos e parentes que tambem prestaram concursos para terem a tal "estabilidade", e nao acompanho as suas produtividades para saber se sao parasitas dos grandes. Acho que a maioria e.

As pessoas simplesmente respondem a incentivos. E o Estado produz um enorme incentivo para pessoas capazes de passar numa prova se encostarem num cargo "estavel", pago as custas de todo mundo.

Ninguem esta cometendo nenhum crime fazendo esse tipo de concurso, o erro nao e deles. Qualquer um gosta de uma mamata. Ninguem acha tambem que e um peso morto, todo mundo acha que e produtivo e necessario, uma vez que a maioria deve cumprir um certo numero de exigencias minimas formais. Acontece meu camaradinha, que se voce nao pode ser demitido ou punido por baixa produtividade ou incompetencia, nem seus supervisores e nem os supervisores deles, e na verdade ninguem esta ligando porque quem perde com isso sao alguns milhoes de otarios anonimos, cada um so vai produzir ate onde seu "senso moral de dever" disser, e os limites que esse senso costuma colocar para esses "concursados da establidade" nao costumam ser muito exigentes. Se e assim que as pessoas funcionam, nao me admira que seja exatamente isso que ocorre nas reparticoes publicas abarrotadas de aspones.

A lei e que e criminosa, que cria distorcoes absurdas e produz incentivos para o parasitismo. E tao logo os parasitas se tornam um setor expressivo, eles passam a controlar um grande poder politico, (haja vista o apoio incondicional que cada funcionario publico dedica ao PT (um esforco muitas vezes maior do que os exigidos nos seus respectivos cargos, alias)).

Nesse forum, por exemplo, uma especie de aparelhagem conduzida por militantes petistas como voce, o Abmael, o Johnny, o Carlo, entre outros, e uma pequena amostra disso que eu estou falando. Talvez voces nem sejam tao adeptos do discurso irracional que por vezes defendem (suspeito principalmente do Abmael), sendo apenas pessoas sensatas mas que tambem nao sao imunes ao instinto basico de nunca largar o osso.
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Aranha »

user f.k.a. Cabeção escreveu:
spink escreveu:Meritocracia... :emoticon12:
A propósito, como vc bem disse devemos separar o joio do trigo quanto a ser servidor público.
No meu caso, o salário base é uma merreca e se não fosse pela PRODUTIVIDADE eu não conseguiria pagar um terço das minhas contas.



[perdendo meu tempo de novo com voce...]

E dai?

Um funcionario nessas condicoes, que aceite viver com aquilo que voce chamou de "merreca", ou que trabalhe por fora em outra coisa, pode se contentar em ser um peso morto, bastando nao contrair tantas obrigacoes.

E preste atencao, eu nunca recrimino os proprios funcionarios publicos por serem parasitas. Tenho amigos e parentes que tambem prestaram concursos para terem a tal "estabilidade", e nao acompanho as suas produtividades para saber se sao parasitas dos grandes. Acho que a maioria e.

As pessoas simplesmente respondem a incentivos. E o Estado produz um enorme incentivo para pessoas capazes de passar numa prova se encostarem num cargo "estavel", pago as custas de todo mundo.

Ninguem esta cometendo nenhum crime fazendo esse tipo de concurso, o erro nao e deles. Qualquer um gosta de uma mamata. Ninguem acha tambem que e um peso morto, todo mundo acha que e produtivo e necessario, uma vez que a maioria deve cumprir um certo numero de exigencias minimas formais. Acontece meu camaradinha, que se voce nao pode ser demitido ou punido por baixa produtividade ou incompetencia, nem seus supervisores e nem os supervisores deles, e na verdade ninguem esta ligando porque quem perde com isso sao alguns milhoes de otarios anonimos, cada um so vai produzir ate onde seu "senso moral de dever" disser, e os limites que esse senso costuma colocar para esses "concursados da establidade" nao costumam ser muito exigentes. Se e assim que as pessoas funcionam, nao me admira que seja exatamente isso que ocorre nas reparticoes publicas abarrotadas de aspones.

A lei e que e criminosa, que cria distorcoes absurdas e produz incentivos para o parasitismo. E tao logo os parasitas se tornam um setor expressivo, eles passam a controlar um grande poder politico, (haja vista o apoio incondicional que cada funcionario publico dedica ao PT (um esforco muitas vezes maior do que os exigidos nos seus respectivos cargos, alias)).

Nesse forum, por exemplo, uma especie de aparelhagem conduzida por militantes petistas como voce, o Abmael, o Johnny, o Carlo, entre outros, e uma pequena amostra disso que eu estou falando. Talvez voces nem sejam tao adeptos do discurso irracional que por vezes defendem (suspeito principalmente do Abmael), sendo apenas pessoas sensatas mas que tambem nao sao imunes ao instinto basico de nunca largar o osso.



Alguns reparos...

- Há mais incentivos para produzir além do "senso moral de dever", existem planos de carreira, cargos mais bem-remunerados, funções gratificadas disputadas a tapa, participação nos lucros e resultados, metas de produtividade e a própria ambição profissional.

- No geral funcionários públicos ganham muito mal, existem carreiras e órgãos que são mais ambicionados por remunerarem melhor, é muito comum pessoas se submeterem a salários mais baixos que os da iniciativa privada para terem a tal estabilidade.

- Carreiras típicas de estado (fiscais, diplomatas, policiais, juízes, procuradores, militares) realmente precisam da estabilidade e até de certa imunidade para funcionarem, senão estariam sujeitos a retaliações do próprio estado no desempenho de suas funções.

Abraços,
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Apo »

Os salários mais baixos do funcionalismo público se equivalem aos salários mais baixos da iniciativa privada nas mesmas condições curriculares ou meritórias ( trabalhar mesmo , não bater cartão-ponto...)?

Além do mais, este papo de plano de carreira público é conversa pra boi dormir. Funcionário público pensa que sabe o que é isto. Mas não sabe.

Quanto à disputas à tapa :emoticon12: e remunerações extras...a gente sabe como funciona. E funciona mesmo muito bem! :emoticon45:
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Acauan
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Acauan »

Aranha escreveu: Alguns reparos...


E outros mais...

Aranha escreveu: - Há mais incentivos para produzir além do "senso moral de dever", existem planos de carreira, cargos mais bem-remunerados, funções gratificadas disputadas a tapa, participação nos lucros e resultados, metas de produtividade e a própria ambição profissional.


Há um falha intrínseca fatal nos métodos pelos quais a burocracia pública se autocontrola que é justamente o fato de a burocracia pública se autocontrolar.

Servidores públicos são avaliados por burocratas públicos, segundo critérios definidos por burocratas públicos.
Profissionais da iniciativa privada são avaliados diretamente pelas pessoas a quem prestam serviços.

Um médico do SUS, por exemplo, pode fazer carreira apresentando diplomas, registros de pontualidade e assiduidade, participação em eventos de classe, negativa de punições e outras papeladas para avaliação de uma banca nomeada – certamente composta de pares.
Um médico que abre um consultório particular será avaliado diretamente pelos seus clientes, que deixarão de contratar seus serviços se forem mal atendidos.

O resultado deste sistema de avaliações é que professores que não ensinam, médicos que não clinicam ou atendentes que não atendem podem ser muito bem avaliados, bastando a eles dominar os requisitos de avaliação e dedicarem-se a cumpri-los, o que não implica que um bom trabalho foi feito, uma vez que das bancas avaliadoras dos médicos, professores ou atendentes não participam pacientes, alunos ou atendidos.


Aranha escreveu: - No geral funcionários públicos ganham muito mal, existem carreiras e órgãos que são mais ambicionados por remunerarem melhor, é muito comum pessoas se submeterem a salários mais baixos que os da iniciativa privada para terem a tal estabilidade.


Não é regra que servidores públicos ganham menos que profissionais da iniciativa privada em função similar.
O que ocorre é que geralmente comparam o salário padrão de uma determinada função pública com um teto de referência de seu similar na iniciativa privada.
O piso salarial de um escriturário do serviço federal pode ser menor do que o pago para função similar na iniciativa privada em São Paulo e superior ao que a iniciativa privada paga em outras regiões.


Aranha escreveu: - Carreiras típicas de estado (fiscais, diplomatas, policiais, juízes, procuradores, militares) realmente precisam da estabilidade e até de certa imunidade para funcionarem, senão estariam sujeitos a retaliações do próprio estado no desempenho de suas funções,


A estabilidade No emprego, por si só, nunca impediu que o governo no poder – e não o Estado, que é perene –utilizasse a máquina pública para seus interesses. Há artifícios pelos quais desafetos podem ser tirados do caminho - colocação em disponibilidade, transferência, subordinação a cargo de confiança criado, aposentadoria etc.
A estabilidade garante a remuneração do funcionário, o que é um interesse corporativo, não um interesse público.
Nós, Índios.

Acauan Guajajara
ACAUAN DOS TUPIS, o gavião que caminha
Lutar com bravura, morrer com honra.

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Aranha »

Acauan escreveu:
Aranha escreveu: - Há mais incentivos para produzir além do "senso moral de dever", existem planos de carreira, cargos mais bem-remunerados, funções gratificadas disputadas a tapa, participação nos lucros e resultados, metas de produtividade e a própria ambição profissional.


Há um falha intrínseca fatal nos métodos pelos quais a burocracia pública se autocontrola que é justamente o fato de a burocracia pública se autocontrolar.

Servidores públicos são avaliados por burocratas públicos, segundo critérios definidos por burocratas públicos.
Profissionais da iniciativa privada são avaliados diretamente pelas pessoas a quem prestam serviços.

Um médico do SUS, por exemplo, pode fazer carreira apresentando diplomas, registros de pontualidade e assiduidade, participação em eventos de classe, negativa de punições e outras papeladas para avaliação de uma banca nomeada – certamente composta de pares.
Um médico que abre um consultório particular será avaliado diretamente pelos seus clientes, que deixarão de contratar seus serviços se forem mal atendidos.

O resultado deste sistema de avaliações é que professores que não ensinam, médicos que não clinicam ou atendentes que não atendem podem ser muito bem avaliados, bastando a eles dominar os requisitos de avaliação e dedicarem-se a cumpri-los, o que não implica que um bom trabalho foi feito, uma vez que das bancas avaliadoras dos médicos, professores ou atendentes não participam pacientes, alunos ou atendidos.



- Em primeiro lugar é importante ressaltar que todos incentivos que citei são verificados na iniciativa privada também.

- Em segundo lugar, é claro que você está correto, só que não considera que a administração pública evolui e não é igual em todo lugar, existem repartições com gestão mais eficiente e/ou mais moderna que outras, gestores públicos atualmente procuram prover os órgãos de algum tipo de ouvidoria, outro dia estive no "Na Hora" aqui em Brasília para tirar passaporte e ao final do atendimento tive que avaliar o oficial que me atendeu, o governo de Minas instituiu promoções vinculadas a programas de metas, a polícia de NY aplicou o tolerância zero utilizando estatísticas, metas e auditoria, são ações comuns na administração privada também.


Acauan escreveu:
Aranha escreveu: - No geral funcionários públicos ganham muito mal, existem carreiras e órgãos que são mais ambicionados por remunerarem melhor, é muito comum pessoas se submeterem a salários mais baixos que os da iniciativa privada para terem a tal estabilidade.


Não é regra que servidores públicos ganham menos que profissionais da iniciativa privada em função similar.
O que ocorre é que geralmente comparam o salário padrão de uma determinada função pública com um teto de referência de seu similar na iniciativa privada.
O piso salarial de um escriturário do serviço federal pode ser menor do que o pago para função similar na iniciativa privada em São Paulo e superior ao que a iniciativa privada paga em outras regiões.


- Eu não afirmei que era regra, mas os foristas costumam afirmar aqui que o contrário é a regra.

Acauan escreveu:
Aranha escreveu: - Carreiras típicas de estado (fiscais, diplomatas, policiais, juízes, procuradores, militares) realmente precisam da estabilidade e até de certa imunidade para funcionarem, senão estariam sujeitos a retaliações do próprio estado no desempenho de suas funções,


A estabilidade No emprego, por si só, nunca impediu que o governo no poder – e não o Estado, que é perene –utilizasse a máquina pública para seus interesses. Há artifícios pelos quais desafetos podem ser tirados do caminho - colocação em disponibilidade, transferência, subordinação a cargo de confiança criado, aposentadoria etc.
A estabilidade garante a remuneração do funcionário, o que é um interesse corporativo, não um interesse público.


- Ops, fiz confusão, governo era o que eu queria dizer.

- Esses artifícios não são simples de serem utilizados como você faz parecer, um governo não tem poder de transferir ou aposentar um juiz, por exemplo, há outros princípios norteadores do serviço público que garantem processo contra que usa suas atribuições para atender interesses particulares ou de terceiros, em última estância temos a opinião pública.

- Veja o caso dos procuradores do MP abrindo processos contra interesses do governo, juízes que dão sentenças contra o estado, delegados da PF que prendem burocratas e deputados, fiscais do INSS que atuam empresas estatais e órgãos federais que fiscalizam seus congêneres estaduais e municipais.

- Eu não afirmei que a estabilidade não era um interesse corporativo, quis diser que ela é justificável em carreiras de estado como as que citei, é uma faca de dois gumes, mas nesses casos é necessária.

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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por user f.k.a. Cabeção »

Aranha escreveu:Alguns reparos...

- Há mais incentivos para produzir além do "senso moral de dever", existem planos de carreira, cargos mais bem-remunerados, funções gratificadas disputadas a tapa, participação nos lucros e resultados, metas de produtividade e a própria ambição profissional.

- No geral funcionários públicos ganham muito mal, existem carreiras e órgãos que são mais ambicionados por remunerarem melhor, é muito comum pessoas se submeterem a salários mais baixos que os da iniciativa privada para terem a tal estabilidade.

- Carreiras típicas de estado (fiscais, diplomatas, policiais, juízes, procuradores, militares) realmente precisam da estabilidade e até de certa imunidade para funcionarem, senão estariam sujeitos a retaliações do próprio estado no desempenho de suas funções.

Abraços,



Possibilidades de promocao e plano de carreira nao equivalem a incentivos de produtividade, principalmente dentro da otica do julgamento politico-corporativo que impera nas reparticoes, autarquias e estatais. Ainda que alguma dedicacao seja exigida, ela nao esta necessariamente sintonizada com os deveres da funcao em si.

Quanto a funcionarios publicos ganharem mal, toda categoria adora chorar que ganha mal. Funcionarios entao se especializaram nesse ponto, pois seu patrao costuma ser muito condescendente com o dinheiro dos outros.

Errado, a estabilidade e apenas uma conquista corporativa que nao faz sentido algum logico.

E preciso partir do pressuposto que as instituicoes anteriores funcionam em algum nivel, e de acordo com essa logica, qualquer um poderia chegar a conclusao que uma minima independencia de poderes judiciario e executivo poderia evitar maiores abusos governistas nas esferas do servico publico, sem com isso impedir avaliacoes rigorosas de desempenho e disciplina que seriam necessarias para uma conducao minimamente eficaz desses servicos.

Alem disso, varias modalidades de contrato poderiam ser praticadas. Em muitos casos, um conjunto de funcionarios temporariamente contratados poderiam ser gerido por um corpo diretor eleito para aquela funcao especifica na localidade especifica, como alias e o sistema em muitos paises. Nao e necessario criar aspones eternalizados em funcoes inuteis, mas pequenos politicos, com poder e orcamento limitados, que teriam seu desempenho julgado pelas comunidades a quem servem, cobrando portanto dos funcionarios temporarios que contratam.

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Aranha
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Re: Mais-Valia, para crianças.

Mensagem por Aranha »

user f.k.a. Cabeção escreveu:
Possibilidades de promocao e plano de carreira nao equivalem a incentivos de produtividade, principalmente dentro da otica do julgamento politico-corporativo que impera nas reparticoes, autarquias e estatais. Ainda que alguma dedicacao seja exigida, ela nao esta necessariamente sintonizada com os deveres da funcao em si.



- Você sabe como são feitos os julgamentos? - Conhece a ótica do julgamento político-corporativo que impera nas partições? - Você nunca trabalhou na vida, só conhece a caricatura da coisa que fica repetindo como papagaio.

- Aqui, por exemplo, batemos ponto, temos metas a cumprir, somos avaliados em três níveis, respondemos auditorias constantes, fazemos treinamentos o tempo todo, nosso balanço tem que apresentar lucro e concorremos no mercado, conheço nossos concorrentes privados e não ficamos devendo nada a eles em questão de incentivos de produtividade e plano de carreira.


user f.k.a. Cabeção escreveu:
Quanto a funcionarios publicos ganharem mal, toda categoria adora chorar que ganha mal. Funcionarios entao se especializaram nesse ponto, pois seu patrao costuma ser muito condescendente com o dinheiro dos outros.


- O patrão tem gastos com funcionalismo limitado pela lei de responsabilidade fiscal e precisa do dinheiro também para obras superfaturadas de onde vem o caixa 2 e outras coisas.

user f.k.a. Cabeção escreveu:
Errado, a estabilidade e apenas uma conquista corporativa que nao faz sentido algum logico.

E preciso partir do pressuposto que as instituicoes anteriores funcionam em algum nivel, e de acordo com essa logica, qualquer um poderia chegar a conclusao que uma minima independencia de poderes judiciario e executivo poderia evitar maiores abusos governistas nas esferas do servico publico, sem com isso impedir avaliacoes rigorosas de desempenho e disciplina que seriam necessarias para uma conducao minimamente eficaz desses servicos.


- Tudo isto que você escreveu existe também embora eu tenha que reconhecer que não acontece com o rigor que eu e você gostaríamos.

- Mesmo poderes independentes não impediriam que um presidente de tribunal demitisse um juiz por algum interesse, ou que um ministro demitisse um delegado da PF, se fosse assim Tarso Genro poderia ter demitido Protógenes antes que a merda começasse a feder e estaria tudo resolvido.


user f.k.a. Cabeção escreveu:
Alem disso, varias modalidades de contrato poderiam ser praticadas. Em muitos casos, um conjunto de funcionarios temporariamente contratados poderiam ser gerido por um corpo diretor eleito para aquela funcao especifica na localidade especifica, como alias e o sistema em muitos paises. Nao e necessario criar aspones eternalizados em funcoes inuteis, mas pequenos politicos, com poder e orcamento limitados, que teriam seu desempenho julgado pelas comunidades a quem servem, cobrando portanto dos funcionarios temporarios que contratam.



- Que Países?

- Aqui também existem coisas parecidas como câmaras de conciliação, defesa civil, brigada contra incêndio, etc., funcionam em pequena escala.

Abraços,
"Grandes Poderes Trazem Grandes Responsabilidades"
Ben Parker

Trancado